Mapa mostra aumento e disseminação da violência no Brasil
Agência Brasil Em 2012, 112.709 pessoas morreram em situações de violência no país, segundo o Mapa da Violência 2014, divulgado nesta quarta-feira, 2 de julho. O número equivale a 58,1 habitantes a cada grupo de 100 mil, e é o maior da série histórica do estudo, divulgado a cada dois anos. Desse total, 56.337 foram vítimas de homicídio, 46.051, de acidentes de transporte (que incluem aviões e barcos, além dos que ocorrem nas vias terrestres), e 10.321, de suicídios. Entre 2002 e 2012, o número total de homicídios registrados pelo Sistema de Informações de Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, passou de 49.695 para 56.337, também o maior número registrado. Os jovens foram as vítimas em 53,4% dos casos, o que mostra outra tendência diagnosticada pelo estudo: a maior vitimização de pessoas com idade entre 15 e 29 anos. As taxas de homicídio nessa faixa passaram de 19,6 em 1980, para 57,6 em 2012, a cada 100 mil jovens. Segundo o responsável pela análise, Julio Jacobo Waiselfisz, coordenador da Área de Estudos da Violência da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, ainda não é possível saber “se o que ocorreu em 2012 foi um surto que vai terminar rapidamente ou se realmente está sendo inaugurado novo ciclo ou nova tendência”. Ele lista situações que podem ter gerado o aumento, como greves de agentes das forças de segurança ou ataques de grupos criminosos organizados. Uma tendência já confirmada é a disseminação da violência nas diferentes regiões e cidades. Entre 2002 e 2012, os quantitativos só não cresceram no Sudeste. As regiões Norte e Nordeste experimentaram aumento exponencial da violência. No Norte, por exemplo, foram registrados 6.098 homicídios em 2012, mais que o dobro dos 2.937 verificados em 2002. O Amazonas, Pará e Tocantins tiveram o dobro de assassinatos registrados no mesmo intervalo de tempo. No Nordeste, o Maranhão, a Bahia e o Rio Grande do Norte mais que triplicaram os homicídios. Na década, o Sul e o Centro-Oeste tiveram incrementos percentuais de 41,2% e 49,8%, respectivamente. No Sudeste, a situação foi mais variada, com diminuição significativa em estados importantes, como o Rio de Janeiro e São Paulo. Já em Minas Gerais, os homicídios cresceram 52,3% entre 2002 e 2012. As desigualdades são vivenciadas entre as regiões e também dentro dos estados. Nenhuma capital, em 2012, teve taxa de homicídio abaixo do nível epidêmico, segundo o Mapa da Violência. Todas as capitais do Nordeste registraram mais de 100 homicídios por 100 mil jovens. Maceió, a mais violenta, passou dos 200 homicídios. No outro extremo, São Paulo, com a menor taxa entre as capitais, ainda assim registra o número de 28,7 jovens assassinados por 100 mil. O balanço da década mostra, contudo, que não é possível afirmar que há tendência comum de crescimento. Entre 2002 e 2012, as capitais evidenciaram queda de 15,4%, com destaque para meados dos anos 2000, quando a redução foi mais expressiva, o que, segundo o organizador, comprova que a situação pode ser enfrentada com políticas públicas efetivas. Em cidades do interior, o número tem crescido. Jocobo disse que são especialmente os municípios de pequeno e de médio porte os que têm sofrido com a nova situação. Ele cita dois possíveis motivos para isso: por um lado, o investimento financeiro em políticas públicas nos grandes centros urbanos, como Rio e São Paulo, ajudaram a diminuir a violência. Por outro, houve o desenvolvimento de novos polos econômicos no interior, que atraíram investimentos e também criminalidade, “sem a proteção do Estado como nas outras cidades”. Se o país precisará esperar alguns anos para verificar o comportamento das taxas de homicídios, no caso dos acidentes de transporte há pouca ou quase nenhuma dúvida, dado o crescimento dos registros, à revelia das leis de trânsito que, na década de 1980, foram responsáveis pela redução desses acidentes. As principais vítimas, segundo o estudo, são os motociclistas. Em 1996, foram 1.421 óbitos. Em 2012, 16.223. A diferença representa cerca de 1.041% de crescimento. Há “uma linha reta desde o ano de 1998, com um crescimento sistemático de 15% ao ano”, conforme a pesquisa. Segundo o sociólogo responsável pela publicação, a situação é fruto “de um esquema ideológico que apresentou a motocicleta como carro do povo, por ser econômica, de fácil manutenção”. Assim, “em vez de se investir em transporte público, o trabalhador pagaria sua própria mobilidade”. E mais, fez dela o seu trabalho, seja como motoboy, entregador ou mototaxista, “em situação de escassa educação no trânsito, pouca capacidade de fiscalização e baixa legislação”, avalia Julio Jacobo Waiselfisz. Ao todo, foram registradas 46.051 mortes por acidentes de transporte em 2012, 2,4% a mais que em 2011. Os dados oficiais reunidos para o estudo mostram que ocorreram, naquele ano, 426 mil acidentes com vítimas, que devem ter ocasionado lesões em 601 mil pessoas. A situação “é muito séria e grave”, alerta o autor do trabalho, que destaca que é preciso lembrar que “o cidadão tem o direito a uma mobilidade segura e é obrigação do Estado oferecê-la”. O suicídio também teve aumento na taxa de crescimento. Diferentemente das outras situações, a elevação vem se dando desde os anos 1980. Conforme o relatório, o aumento foi 2,7% entre 1980 e 1990; 18,8%, entre 1990 e 2000; e 33,3%, entre 2000 e 2012. Nesse caso, a idade das pessoas envolvidas é também menos precisa. Tanto jovens quanto idosos têm sido vítimas. Com a publicação do estudo, feito com o apoio da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, da Secretaria Nacional de Juventude e da Secretaria-Geral da Presidência da República, espera-se, conforme o texto, “fornecer subsídios para que as diversas instâncias da sociedade civil e do aparelho governamental aprofundem sua leitura de uma realidade que, como os próprios dados evidenciam, é altamente preocupante”.
Vereadores de Itamaraju pedem instalação de CPI do São João
Itamaraju Notícias – Foto: Itamaraju Notícias A Câmara de Vereadores de Itamaraju protocolou o pedido de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as denúncias de superfaturamento nos contratos dos artistas e estrutura que animaram os festejos juninos da cidade este ano. O documento com o pedido foi assinado pelos vereadores Zé do Bolo, Paulo Vitor, Leo Lopes, Evandro de Jesus e Antonio Portugal. De acordo com o vereador Leo Lopes, com base nas denúncias da promotoria, a licitação realmente aponta indícios de irregularidades na contratação das atrações para o São João, além dos valores contratados para locação e montagem da estrutura do evento, que seriam de R$ 1.686.973,04 para o São João. Para a instalação dessa Comissão, não foi necessário o voto do plenário. Os oposicionistas conseguiram as assinaturas necessárias para a aprovação da CPI. O presidente da Casa deverá analisar a fundamentação jurídica do pedido de instalação da CPI. Após a instalação, os vereadores tem prazo de até 60 dias para apurar as denúncias. Ao final, devem divulgar um relatório com a confirmação ou não das acusações.
Prefeitura de Porto Seguro contrata gráfica fantasma, segundo reportagem da TV Record
Os programas Balanço Geral e Se Liga Bocão, ambos da Record Bahia, divulgaram reportagens denunciando suposto desvio de dinheiro público em Porto Seguro. Segundo a matéria, a prefeitura contratou uma gráfica fantasma, situada em Simões Filho, região Metropolitana de Salvador. De acordo com o contrato, a empresa receberia R$ 500 mil por mês para execução do serviço. Confira o vídeo: http://videos.r7.com/prefeitura-de-porto-seguro-contrata-grafica-fantasma/idmedia/53b1a28c0cf2a2b79763090e.html
Dançarino baleado no Baianão não resiste e morre no hospital
Obaianão – Foto: Reprodução/Facebook O dançarino Luiz Ricardo Pereira Gomes, de 29 anos, mais conhecido por “Molejo”, morreu na terça-feira, 1º de julho, no Hospital Luís Eduardo Magalhães, em Porto Seguro,diasapós dar entrada vítima de disparos de arma de fogo. Molejo foi atingido por três tiros, na noite de 28 de junho, quando estava dentro de sua residência, no bairro Baianão. Natural de Itajuípe (BA), Ricardo era casado e atualmente fazia parte do grupo de dança “Swingueira Gostosa”. Ainda não foi divulgado o que teria motivado o crime e quem seria o autor dos tiros.
Mustafi está fora da Copa, e Alemanha pode ter mais desfalques nas quartas
GloboEsporte – Foto – Reuters A Alemanha tem problemas para o clássico contra a França, na próxima sexta-feira, 4 de julho, no Maracanã: pode ter três desfalques – e um punhado de jogadores longe das condições físicas ideais. Na manhã de terça-feira, 1º, a Federação Alemã de Futebol confirmou que Shkodran Mustafi está fora da Copa do Mundo. O substituto de Mats Hummels (gripado) sofreu uma lesão na coxa esquerda aos 25 minutos do segundo tempo na vitória sobre a Argélia, por 2 a 1, na última segunda-feira, e não voltará a tempo. A ausência de Mustafi pode significar a permanência de Philipp Lahm na lateral – o capitão terminou o jogo atuando mais aberto. “Mustafi fez um excelente trabalho. Estava com dores musculares. Talvez precise de duas ou três semanas, então Lahm pode ficar na lateral direita”, disse o técnico Joachim Löw. Outros nomes fazem parte da dor de cabeça alemã: Hummels, ausente por conta de uma forte gripe, deve ter condições de enfrentar a França, mas está pendente de evolução. Já o atacante Lukas Podolski ainda se recupera de um desconforto muscular – ele chegou a realizar sessões de fisioterapia em Porto Alegre. Além dos dois, os volantes Sami Khedira e Bastian Schweinsteiger não estão na plenitude física – o camisa 7 deixou o jogo exausto, segundo o técnico Joachim Löw. “Precisávamos de jogadores no meio de campo, um novo impulso, e o Schweinsteiger fez só sua segunda partida e não estava assim em tão melhor forma. E com o Khedira abalado fisicamente, vi que os dois não podiam jogar os 90 minutos. Então foi bom que tenha entrado, trouxe mais potência. E o Schweinsteiger estava com cãibras, queria tentar jogar a prorrogação, mas estava completamente exausto. Hummels está lesionado e tivemos que organizar a equipe. Veremos como irão se recuperar e ver como vão se sentir. Foi uma partida muito cansativa. As decisões que vou tomar não posso falar nada hoje”, disse Löw. O manager Oliver Bierhoff reforçou o temor pela condição física do time. “Temos muito cansaço nas nossas pernas, alguns jogadores como Khedira, Schweinsteiger, não jogaram a temporada toda, voltaram pouco tempo antes da Copa. Então temos que ver nos próximos jogos como eles vão se recuperar. Depois de Podolski temos outro jogador machucado que é o Mustafi.” A Alemanha volta a campo na próxima sexta-feira. Fará um clássico europeu contra a França, às 13h (de Brasília), no Maracanã, num dos duelos mais aguardados do Mundial. Quem vencer enfrentará Brasil ou Colômbia na semifinal do dia 8, no Mineirão.
Argentina elimina Suíça com gol nos minutos finais da prorrogação
UOL – Foto: Reuters A história que vem marcando a trajetória argentina na Copa se repetiu na terça-feira (01/07), em São Paulo. A única diferença é que desta vez não foi Lionel Messi o autor do gol decisivo, mas o responsável pela jogada que resultou num chute certeiro de Angel Dí Maria na prorrogação e deu a vitória (1 a 0) sobre a Suíça e a classificação às quartas de final. Principal responsável pelas vitórias contra a Bósnia (2 a 1), o Irã (1 a 0) e a Nigéria (3 a 2), Messi voltou a ser decisivo nesta Copa quando, a dois minutos do fim da prorrogação, arrancou com a bola da intermediária, deixou Di María livre para marcar e salvou a Argentina, que voltou a fazer uma partida ruim. Valente, a Suíça, empurrada pelo habilidoso Xherdhan Shaqiri e pela torcida brasileira, proporcionou um fim de jogo emocionante. O goleiro Diego Benaglio ficou cerca de quatro minutos na área argentina, a tempo de ver de perto uma bola na trave e uma falta na entrada da área ser desperdiçada por Shaqiri. Os argentinos terão agora cinco dias para se recuperar da extenuante partida. No próximo sábado, jogarão as quartas de final em Brasília e tentarão o que não conseguem desde 1990: chegar a uma semifinal de Copa do Mundo. O jogo Foram da Suíça as melhores chances no primeiro tempo. Muito pela boa movimentação do trio ofensivo Xherdhan Shaqiri, Admir Mehmedi e Josip Drmic e pela dificuldade do ataque argentino de reter a bola e superar a retranca adversária. Muito marcado, Messi não encontrou espaços nas proximidades da área suíça e se viu forçado a voltar para buscar a bola, momento em que surgiam as melhores jogadas argentinas. Chance real de gol, porém, foi apenas uma: aos 29, quando Garay quase marcou após cobrança de escanteio. Os suíços, por outro lado, criaram mais. Aos 27, Xhaka pegou de primeira um cruzamento de Shaqiri e obrigou Romero a fazer grande defesa. Aos 38, Drmic recebeu passe também de Shaqiri, ficou frente a frente com o goleiro argentino, mas desperdiçou grande chance ao tentar encobri-lo. A Argentina voltou do intervalo tentando pressionar mais os suíços. E nos primeiros 20 minutos, deu dois grandes sustos no goleiro Benaglio. Num, ele teve que espalmar para escanteio um chute de Rojo; em outro, viu a bola raspar o travessão numa finalização de fora da área de Messi. A partida virou, então, um jogo de ataque contra defesa, em que a Argentina ficava com a bola (foram quase 70% de posse) e os suíços tentavam sair no contra-ataque. Aos 32, Messi apareceu de novo, limpou dois defensores e chutou rasteiro, para grande defesa de Benaglio. Foi a última chance de gol antes da prorrogação. Sem chances de gol para os dois lados, o primeiro tempo da prorrogação terminou com gritos de olé por parte da torcida brasileira quando os suíços trocavam passes. E o segundo começou com grande defesa de Benaglio, que buscou no ângulo um chute de Di María. O gol da vitória saiu a dois minutos do fim da partida. Messi recebeu no meio-campo, carregou até a entrada da área, limpou um defensor e rolou para Di María, que tocou no contrapé do goleiro suíço para fazer 1 a 0. Antes do apito final, a Suíça ainda acertou a trave de Romero.
Começa a campanha eleitoral: o que os candidatos podem fazer a partir de agora
Bocão News Fim das convenções partidárias e o início legal da campanha eleitoral. Desde terça-feira, 1ºde julho, a Bahia tem seis candidatos ao governo do estado. Os baianos ainda terão a possibilidade de escolher entre cerca de 1.300 postulantes a deputados federais e estaduais para ocuparem cadeiras na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa da Bahia. Entretanto, os candidatos terão que cumprir algumas regras a partir de agora. Inserções partidárias na TV e rádio não podem mais serem divulgadas. Somente após o dia 6 de julho estão liberadas as propagandas eleitorais, bem como entrevistas nas emissoras de comunicação. A participação dos candidatos é de responsabilidade dos veículos, porém o bom senso pela participação igualitária deve prevalecer. A partir desta data, a população baiana passará a ouvir na ruas carros de som e a ver placas com imagens dos candidatos, outdoors. Elkes poderão participar de carreatas, comícios, caminhadas, bandeiradas e distribuir materiais. A propaganda nas redes sociais também está liberada. Entretanto, fica vetada a participação dos candidatos em inaugurações de obras públicas. Em relação aos eventos públicos, como o 2 de julho nesta quarta-feira, os postulantes devem ficar atentos. É fato de que em ano eleitoral, o evento torna-se termômetro para os candidatos, mas a Procuradoria Regional estará de olho aos excessos em publicidades. Além disso, o Ministério Público também poderá receber denúncias de abusos em peças publicitárias. De acordo com o advogado Ademir Ismerim, este ano o 2 de julho será atípico. “Qualquer partido pode entrar com representação na Justiça ou através de denúncias sobre as propagandas eleitorais. É bom ficarem atentos”, alerta. Horário Político Já a partir do dia 19 de agosto, os candidatos iniciam uma disputa de tempo na TV e no rádio. Após as definições de chapas realizadas até esta segunda-feira (30), a coligação governista, com Rui Costa, apesar de um menor número de partidos terá o maior tempo de propaganda. Com o PSD, PT, PP, PR, PCdoB, PTB, PDT, o grupo terá sete minutos e 38 segundos. Encabeçada por Paulo Souto, a chapa oposicionista com DEM, PSDB, PMDB, PROS, PTN, SDD, PRB, PV, PRP, PPS, PTdoB, PSDC, PTC, PHS, PRN, e PSC terá sete minutos e 10 segundos. Lídice da Mata, com o apoio do PSL e PPL, terá apenas um minuto e 44 segundos para apresentar suas propostas. Já o PSOL, de Marcos Mendes conta com um minuto e 11 segundos de propaganda. O PRTB, de Rogério da Luz e o PSTU de Renata Mallet dispõem de um minuto e sete segundos para apresentarem suas propostas.
TSE mantém composição de bancadas de 13 estados
Agência Brasil – Foto: Estadão O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu na terça-feira, 1º de julho, que não haverá mudanças na composição das bancadas de 13 estados para as eleições de outubro. A decisão foi tomada horas após o Supremo Tribunal Federal (STF) ter criado um impasse, provocado pelo vácuo legislativo, com a falta de uma lei complementar, para definir os critérios de distribuição das bancadas por estado. Para resolver a questão, o TSE decidiu validar uma resolução aprovada em 2010 e manter o número atual de cadeiras. A polêmica sobre a mudança no número de deputados por estado começou após decisão do TSE, em abril do ano passado, ao julgar recurso apresentado pela Assembleia Legislativa do Amazonas. A assembleia alegou que a representação do estado na Câmara dos Deputados não condizia com o número de habitantes, pois tinha como referência um censo defasado. O Legislativo amazonense argumentou que estados com menor população, como Alagoas e Piauí, têm maior representatividade na Câmara – com nove e dez deputados federais, respectivamente, enquanto o Amazonas tem oito. Conforme a decisão do TSE, perderiam uma cadeira os estados de Alagoas e Pernambuco, do Espírito Santo, Paraná, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Ficarão sem duas cadeiras a Paraíba e o Piauí. Ganhariam uma cadeira o Amazonas e Santa Catarina; duas cadeiras, o Ceará e Minas Gerais. O maior beneficiado seria o Pará, com mais quatro deputados. A nova composição das bancadas foi definida de acordo com o Censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os cálculos levaram em conta a população do estado e os números mínimo (oito) e máximo (70) de parlamentares permitidos por lei para uma unidade da Federação, além do quesito de proporcionalidade exigido pela Constituição. No entanto, em novembro do ano passado, a Câmara dos Deputados aprovou o Decreto Legislativo 1.361/13, que anulou a resolução do tribunal sobre o número de deputados de cada estado para as eleições de outubro. Ao retomar o julgamento da questão, no dia 27 do mês passado, os ministros do TSE decidiram derrubar o decreto e restabelecer a decisão original.
Projeto visa agregar 25 varas e comarcas do interior baiano
A Tarde e Ascom/TJ-BA – Foto: Bocão News Uma proposta de resolução, que visa agregar 25 comarcas e 25 varas do interior do estado a circunscrições vizinhas, passa por avaliação no Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) e divide opiniões de entidades ligadas ao Poder Judiciário. O projeto já foi aprovado pela Comissão Permanente de Reforma Judiciária do tribunal. O próximo passo será decidido ainda na capital. A proposta será encaminhada para votação pelo pleno do órgão. No entanto, segundo a assessoria de comunicação do TJ-BA, ainda não há data prevista para a remissão. A divulgação da proposta, pela assessoria do órgão, na última sexta-feira, 27 de junho, causou polêmica por conta de um entendimento inicial de que as comarcas seriam fechadas. Mas o Tribunal de Justiça informou, por meio de nota, que não haverá desativação. A presidente da Associação de Magistrados da Bahia (Amab), Marielza Brandão, afirmou que a entidade está preocupada com a sobrecarga dos juízes das comarcas que vão incorporar outras menores. A juíza disse que se reuniu, nesta segunda-feira, 30, com assessores da presidência do TJ-BA. “Começamos a discutir os fatores que levam a essa agregação. A associação quer que o processo seja democratizado, mas não somos contra”, destacou. Recentemente, cerca de 100 juízes de primeiro grau aprovaram, em assembleia, a criação de uma campanha de valorização da categoria, em prol de melhores condições de trabalho. “Temos que ver se a comarca agregadora suporta receber mais processo”, acrescentou a juíza. Já o presidente substituto do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado (Sinpojud-BA), Antônio Ribeiro, ressaltou que a entidade é “completamente contra a proposta”. “Somos contrários porque achamos que isso é não dar acesso à Justiça. A população vai ter dificuldade para ir a audiências em outras cidades. Como ficará uma urgência de habeas corpus? E uma prisão ilegal? O oficial de justiça vai ter que levar o processo de uma cidade para outra”, disse Ribeiro. O juiz Oseias Costa, assessor especial da presidência para magistrados, afirmou que a proposta é uma extensão da competência do juiz de comarcas vizinhas. As audiências, segundo ele, serão realizadas no fórum e o deslocamento será feito pelo próprio juiz. Antes, o juiz de uma comarca vizinha podia se negar a assumir como substituto e o TJ-BA tinha que providenciar outro, de uma comarca mais distante, e arcar com os custos. Com a proposta, pretende-se evitar despesas e fazer com que juízes próximos assumam a incorporação. Segundo Costa, há no estado 173 comarcas de entrância inicial, com 222 varas. Delas, 64 juízes são titulares. Sobram, então 158 varas sem juiz titular. A previsão é que 50 sejam agregadas e as 108 restantes contem com 95 substitutos. Regras A junção das circunscrições e varas obedecerá, segundo a assessoria do TJ-BA, a critérios técnicos. As comarcas que não tiverem juiz titular e o volume de processos ajuizados, nos últimos três anos, for igual ou menor a 50 por mês, serão integradas a outra de maior volume processual e que esteja a até 50 quilômetros de distância. Os fóruns das cidades, no entanto, continuarão em funcionamento. Proposta De acordo com a assessoria do TJ-BA, comarcas de entrância inicial são aquelas com extensão territorial de até 200 quilômetros quadrados, além de outros fatores previstos na Lei de Organização Judiciária do Estado da Bahia. Assim, aquela comarca em que não houver Juiz de Direito titular e o volume de processos ajuizados, no último triênio, seja igual ou menor a 50 por mês, será agregada a outra de maior volume processual e que esteja a até 50 quilômetros de distância. Os fóruns das comarcas a serem agregadas, porém, continuarão funcionando normalmente, inclusive recebendo novas ações judiciais. Os processos antigos não serão transferidos. O mesmo vale para os servidores, que não serão remanejados para outras localidades, e continuarão trabalhando sem qualquer alteração na rotina diária. Como exemplo, em Abaré, no Nordeste do Estado, foram ajuizados, respectivamente, 498, 372 e 769 processos nos anos de 2011, 2012 e 2103. Em 2014, ingressaram na comarca, até o mês de abril, 102 ações. Não há juiz e o fórum funciona em um prédio alugado. Abaré fica a 49 quilômetros de Chorrochó e, portanto, seria agregada à comarca vizinha. A Proposta de Resolução atende ao que dispõe a Lei de Organização Judiciária do Estado da Bahia, que autoriza o Tribunal de Justiça proceder a agregação de varas e comarcas. Desativação Segundo o TJ-BA, não se trata de desativação, como ocorrido em 2011, quando o Tribunal Pleno decidiu pela desativação de 41 comarcas. Nestes casos, todos os processos destas comarcas desativadas foram levados para comarcas vizinhas. Os servidores foram transferidos ou permaneceram na comarca de origem atuando nos Conselhos Municipais de Conciliação. Como exemplo de desativação, os processos de Ibitiara, na Chapada Diamantina, foram levados para Seabra, a comarca destino. Os servidores também foram transferidos e o fórum deixou de funcionar. Com a agregação de comarcas, o Tribunal de Justiça busca a racionalização dos custos, sem prejuízos para os cidadãos. A medida amplia a jurisdição dos juízes das comarcas agregadoras, reordena a Administração Judiciária e torna mais eficiente o atendimento à população.
Matrícula de aprovados na 2ª chamada do Sisu termina nesta quarta
G1-SP Os aprovados na segunda chamada do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) do meio do ano 2014 devem se matricular até esta quarta-feira, 2 de julho. Quem não fizer a matrícula dentro do prazo perde o direito à vaga. O resultado da convocação está disponível para consulta on-line desde o dia 24 de junho. Os estudantes que não foram convocados em nenhuma das duas chamadas ou que foram selecionados para segunda opção de cursos podem participar da lista de espera até o dia 7 de julho. A participação na lista pode ser feita somente em relação à primeira opção do candidato. A convocação ocorre a partir do dia 14 de julho. Nesta edição, válida para o segundo semestre, são oferecidas 51.412 vagas em 67 instituições de ensino superior. O Sisu é um processo que usa as notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para selecionar estudantes em cursos de graduação de universidades federais e institutos tecnológicos. Para ter participado, era preciso ter feito o Enem em 2013 e obtido nota acima de zero na redação. Dentre os inscritos no Sisu, 58% são mulheres e 59% têm idade entre 18 e 24 anos. O estado com maior número de inscritos no sistema foi Minas Gerais (438.469) – que também tem o maior número de instituições participantes –, seguido pelo Rio de Janeiro (382.486), pela Bahia (193.040) e pela Paraíba (169.528). As instituições de ensino com maior procura foram: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com 177.307 inscritos; Universidade Federal do Piauí (UFPI), com 142.832; e Universidade Federal do Maranhão (Ufma), com 142.018. O curso que despertou maior interesse dos candidatos foi medicina, com 180.479 inscrições, o que representa 131 candidatos por vaga. O segundo curso mais procurado foi direito, com 119.639 inscrições e uma média de 87 candidatos por vaga.