Manoelzinho concede aumento superior ao piso nacional aos professores de Nova Viçosa
O prefeito de Nova Viçosa, Manoel Costa Almeida, o “Manoelzinho da Madeira” (DEM), concedeu nesta segunda-feira (20/03), um aumento superior ao piso nacional aos professores do município. O Projeto de Lei do Poder Executivo foi aprovado na sessão ordinária da Câmara Municipal de Nova Viçosa, na última sexta-feira (17), sob a presidência do vereador José Anastácio Carvalho Machado (DEM) e já nesta segunda-feira (20), o prefeito Manoelzinho promoveu a sanção. O Projeto de Lei Complementar fixa o Piso Salarial do pessoal do magistério e da educação básica. O prefeito Manoelzinho concedeu um reajuste de 8,64% aos profissionais da educação, que é superior ao índice adotado pelo Governo Federal que é de 7,64% e também acima dos índices oficias de correção dos salários, o INPC, o qual no ano de 2016, foi de 6,58%. De acordo com o advogado Nilo Gonçalves, assessor especial do gabinete do prefeito, o piso do salarial municipal, fixado em percentual superior e adotado no Projeto de Lei do prefeito Manoelzinho, leva em consideração o excelente trabalho prestado pela laboriosa classe dos profissionais do magistério, que atuam com vigor no município de Nova Viçosa. E o prefeito emendou: “É de fato especial os que exercem atividades de direção, planejamento, inspeção, supervisão, orientação e coordenação educacionais, exercidas nas unidades escolares de educação básica, responsáveis que são pela formação e pela educação, pelo crescimento cultural e social de nossas crianças e de nossa juventude. A educação é o meu forte. Sempre valorizei estes profissionais em prol de um ensino de qualidade. E agora mais do que nunca, pretendo valorizar ainda mais”, ressaltou o prefeito Manoelzinho.
JBS suspende produção de carne bovina em 33 das 36 unidades do país
Paralisação atinge fábricas de vários estados e vai durar 3 dias. Objetivo é ‘ajustar a produção’ diante de redução das exportações de carne. A JBS suspendeu a produção de carne bovina em 33 das 36 unidades do país por três dias, desta quinta-feira (23) até sábado (25). A empresa disse que o objetivo é ajustar a produção até que haja uma decisão sobre as restrições, adotadas por vários países, à importação de carne brasileira;. Países da União Europeia, China e Coreia do Sul, entre outros, decidiram barrar temporariamente a compra de carne do Brasil, após a Operação Carne Fraca, que apontou irregularidades em frigoríficos pelo país. Nos últimos dias, a exportação de carne brasileira despencou. No ano passado, 40% da receita da JBS Mercosul, unidade do grupo que produz carne bovina, veio de exportações – o equivalente a R$ 11,5 bilhões. A fábrica da Seara, do grupo JBS, em Lapa (PR), é uma das investigadas na operação. A Polícia Federal apura irregularidades no procedimento de certificação sanitária. Além da Seara, a JBS é responsável pela produção dos produtos da Friboi e Swift. O grupo tem dito que não compactua com desvios de conduta de seus funcionários e tomará todas as medidas cabíveis. A suspensão temporária da produção afeta unidades do grupo em vários estados. Apenas uma de Mato Grosso do Sul, uma em Mato Grosso e outra Bahia mantiveram a produção. Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, em Mato Grosso do Sul, a média de abates de fevereiro foi de 249.276 bovinos. Desse total, a JBS foi responsável por abater 119.211 animais, quase metade da produção do estado. Confira abaixo a nota da JBS na íntegra: “A JBS confirma que suspendeu, por três dias, a produção de carne bovina em 33 unidades das 36 que a empresa mantém no país. Para próxima semana, a Companhia irá operar em todas as suas unidades com uma redução de 35% da sua capacidade produtiva. Essas medidas visam ajustar a produção até que se tenha uma definição referente aos embargos impostos pelos países importadores da carne brasileira. A JBS ressalta que está empenhada na manutenção do emprego dos seus 125 mil colaboradores em todo o Brasil”.
USP de Ribeirão desenvolve fita adesiva que substitui agulha em anestesia bucal
Colado à gengiva, dispositivo libera substância que alivia dor em procedimentos cirúrgicos. Tecnologia que promete acabar com medo do dentista pode levar até cinco anos para chegar ao mercado. Pesquisadores da USP de Ribeirão Preto (SP) desenvolveram uma fita adesiva que promete acabar com o medo da injeção vivido por pacientes no dentista. O estudo feito pelos departamentos de farmácia e odontologia da universidade apontou eficácia no uso de um dispositivo biocompatível e biodegradável que libera um anestésico aos poucos e substitui a temida agulha no consultório. Os testes realizados até agora confirmam que a tecnologia proporciona ao paciente um alívio por pelo menos 50 minutos, garantido, inicialmente, para procedimentos menos invasivos como a raspagem periodontal, microcirurgias e extração de dentes de lei em crianças, além da própria picada da agulha. A ideia é continuar desenvolvendo o adesivo para que ele também seja aplicado em intervenções mais profundas como cirurgias de canal. Os pesquisadores estimam de um a cinco anos para que a inovação chegue ao mercado e seja produzida em escala industrial. Parte da pesquisa foi publicada nas revistas Colloids and Surfaces B: Biointerfaces e Biomedical Chromatography. “Ele tem um efeito anestésico muito satisfatório, eliminando o uso de agulha. Outros procedimentos ainda vão se dar ao longo do desenvolvimento da pesquisa pra gente poder ter a certeza da utilização dessa fita adesiva com procedimentos mais invasivos”, afirma Paulo Linares Calefi, um dos pesquisadores da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (Forp) que participaram do estudo. Medo de agulha O estudo começou motivado por uma situação comum nos consultórios. O medo da injeção na hora da anestesia, além de um problema para os pacientes, também é um desafio na rotina dos profissionais. “Com aquela agulha, conforme ela vai se aproximando, você percebe muitas vezes o paciente transpirando na testa, no bigode”, descreve o professor de odontologia da USP, Vinicius Pedrazzi. Além do efeito psicológico sobre os pacientes, a agulha representa um risco à saúde de quem trabalha diariamente com ela nos consultórios. “Além do pavor que o paciente tem da anestesia, da agulha, tem o pavor dos profissionais de saúde. A maior causa de acidentes entre profissionais de saúde com objetos perfurocortantes se trata de seringas com agulhas. O risco é muito alto de se cortar ou perfurar com agulha contaminada. Se o paciente tiver hepatite, HIV, doenças que são transmissíveis pelo sangue, é um risco muito grande de ter de usar o coquetel por um tempo ou até de a pessoa ficar doente”, afirma. Foi assim que, após uma série de trabalhos desde 2012, os pesquisadores começaram a desenvolver um filme mucoadesivo feito a partir da hidroxipropilmetilcelulose (HPMC), um polímero de baixo custo derivado da celulose vegetal já usado nos setores de farmácia, cosméticos e alimentos. “Estávamos pesquisando géis filmes para colocar dentro de bolsa periodontal pra tratar doença periodontal e aproveitar esses mesmos géis pra ver se funcionavam carregados com anestésico que a gente usa normalmente pra tratar o paciente”, explica. Adesivo anestésico A fita que substitui a injeção é colocada sobre a gengiva e libera um anestésico que, aos poucos, atinge o tecido ósseo e o dente. Os efeitos começam a ser sentidos após cinco minutos, atingem seu auge entre 15 e 25 minutos e permanecem por 50 minutos. O dispositivo tem formato circular para se adaptar melhor à anatomia da boca e para facilitar a aplicação, segundo Paulo Calefi. “A atividade anestésica acontece além desses 50 minutos, mas para os testes foi determinado que, na aferição dos resultados, que 50 minutos ainda tinham a presença da anestesia muito bem difundida”, afirma o pesquisador. Orientador do estudo, o professor Osvaldo de Freitas afirma que já existem outros adesivos no mercado, mas com capacidade anestésica mais superficial, que servem para aliviar a dor da injeção. A tecnologia ainda está em fase de registro de patente e tem previsão de chegar ao mercado em até cinco anos. O grupo continua a atuar com objetivo de tornar a fita capaz de substituir a agulha em todos os procedimentos odontológicos. “O que fizemos hoje foi o desenvolvimento do sistema de liberação. A avaliação foi a odonto que fez, isso no âmbito de laboratório. Agora nós passaremos para uma segunda fase que é o desenvolvimento industrial desse produto”, diz. Os testes Além dos testes preliminares, a cada etapa de desenvolvimento, os pesquisadores fizeram um estudo em que submeteram dois grupos de pacientes a situações distintas. Sem que soubessem, alguns pacientes receberam um “placebo” enquanto outros utilizaram o adesivo. Depois de submetidos a situações de dor, todos foram estimulados a registrar, em uma escala de 0 a 10, a intensidade do incômodo. Quem recebeu o adesivo sem o princípio ativo descreveu ter tido um relativo alívio da dor, como uma consequência do próprio efeito “placebo”. No entanto, quem teve acesso ao dispositivo real relatou ter zerado o incômodo. “Isso dá uma confiança para o paciente, para o profissional, que vai ter de lidar com o tratamento, não com o medo de saber como o paciente vai reagir perante esse atendimento”, diz Pedrazzi.
Representantes da AFAPED e mães de filhos da Educação Inclusiva protestam contra saída de funcionários
Franedir Gois/OPovonews Na manhã de quinta-feira, 23 de março algumas mães de filhos com deficiências estiveram em frente a Prefeitura Municipal de Teixeira de Freitas para pedir socorro, isto é, protestaram contra a saída de alguns funcionários que cuidavam de seus filhos há nove anos. Leilane e Islane, representantes da Associação de Familiares e Amigos da Pessoa com Deficiência junto com outras mães pediram ação ao gestor para que agilizasse sobre a Educação de seus filhos.
Vem com a gente espalhar esta Semente – projeto Nascentes do Rio Mucuri
Franedir Gois/OPovonews Preservando nascentes, espalhando sementes é, justamente o maior desejo que a SUZANO Papel Celulose, junto com a The Nature Conservancy, maior organização ambiental do mundo que firmaram uma grande parceria para recuperar as nascentes do Rio Mucuri. Tal parceria já teve início em 2008 quando a empresa estruturou um plano de ação de gestão da biodiversidade em áreas de florestas nativa. O Projeto também resultou no Programa “Plante um bilhão de árvores”, consiste em um conjunto de ações para restauração florestal no Brasil, China e Estados Unidos. Na manhã de terça-feira, 22 de março, Dia Internacional da ÁGUA reuniu a imprensa regional, políticos, voluntários, Promotoria Pública, na Fazenda Maralina para iniciar o Projeto nascente do Rio Mucuri, onde foi plantada uma árvore, simbolizando a sintonia com a natureza e a preservação do meio ambiente, mediante a parceria que tem o objetivo de promover a perpetuidade do rio, além de estimular iniciativas voltadas à proteção de suas nascentes. O trabalho tem várias etapas e teve início com um diagnóstico da situação da cadeia de restauração das nascentes.
Tempo de estudo no Brasil é inferior ao de países do Mercosul e Brics, aponta IDH
Franedir Gois/Opovonews No ranking mundial de desenvolvimento humano, o Brasil ocupa 79ª posição entre 188 países. Enquanto média de estudos no país é de 7,8 anos, Mercosul registra 8,6 anos e Brics, 8,8 anos. Relatório de Desenvolvimento Humano (RDH) divulgado nesta terça-feira (21) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) indica que a média de anos de estudo no Brasil é inferior às médias registradas no Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) e no Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). O RDH é usado pela ONU para divulgar o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de cada país e o raking mundial de desenvolvimento humano. Para elaborar o relatório, a ONU se baseia em indicadores de educação, saúde e renda coletados em bases de dados de internacionais, como a Organização Mundial de Saúde (OMS) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT). Segundo o ranking mundial de IDH divulgado nesta terça, com 188 países, o Brasil estacionou no 79º lugar (IDH 0,754) entre 2014 e 2015. O relatório da ONU foi elaborado em 2016 e teve com base dados de 2015. Conforme o RDH do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, a média de anos de estudos no Brasil é de 7,8 anos. Neste ano, diz a ONU, o resultado brasileiro manteve a trajetória de crescimento registrada desde 2010. Naquele ano, eram 6,9 anos. O número, então, subiu para 7,2 anos em 2012 e para 7,7 anos em 2014, por exemplo, chegando a 7,8 anos em 2015. Mercosul Entre os países do Mercosul, porém, o Brasil está atrás: da Argentina (9,9 anos); do Uruguai (8,6 anos); do Paraguai (8,1 anos). A média de anos de estudos dos quatro países é de 8,6 anos. Brics No caso dos Brics, o Brasil também fica atrás de: Rússia (12 anos); África do Sul (10,3 anos). Mas à frente de frente de: China (7,6 anos); Índia (6,3 anos). Mesmo assim, a média do grupo é de 8,8 anos de estudo. Ranking mundial de IDH O ranking mundial de IDH divulgado pelas Nações Unidas aborda 188 países. O Brasil ficou em 79º lugar, com o índice em 0,754. O IDH varia de 0 a 1 e, quanto mais perto de 1, maior é o desenvolvimento humano do país. Desigualdade Ao elaborar o Relatório de Desenvolvimento Humano, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento também divulga o “IDH ajustado à desiguldade”. Nem todos os países têm esse índice medido pela ONU. No caso do Brasil, o Pnud afirma que, se for levado em conta o “IDH ajustado à desigualdade”, o índice de desenvolvimento humano do país cairia de 0,754 para 0,561 e o Brasil cairia 19 posições no ranking mundial. Países vizinhos como Argentina e Uruguai também perderiam posições, 6 e 7, respectivamente. Entre os 20 primeiros países do ranking, classificados entre as nações com desenvolvimento humano “muito alto”, somente Países Baixos, Islândia, Suécia e Luxemburgo ganhariam posições, se levada em conta a desigualdade social. Estados Unidos, Dinamarca e Israel, por exemplo, cairiam. Metodologia De acordo com a ONU, o Índice de Desenvolvimento Humano leva em cosideração três fatores: Saúde (expectativa de vida); Conhecimento (média de anos de estudo e os anos esperados de escolaridade); Padrão de vida (renda nacional bruta per capita). Para formular o IDH, o Pnud informou que não coleta dados com os países analisados, mas, sim, checa bases de dados internacionais, como da Organização Mundial de Saúde (OMS) e da Organização Internacional do Trabalho (OIT). De acordo com as Nações Unidas, é comum, após a divulgação do IDH, países reivindicarem melhores avaliações conforme dados próprios, contrariando o “princípio de independência” que o Pnud defende para o ranking mundial. O IDH divulgado nesta terça foi elaborado em 2016 com base nos dados de 2015. O relatório do Pnud abrange 188 posições (no caso da China, o IDH de Hong Kong é divulgado em separado). Segundo a ONU, o índice foi criado como uma forma de se contrapor ao critério de desenvolvimento de um país tendo como base somente o resultado de crescimento econômico, medido pelo Produto Interno Bruto (PIB). O organismo internacional diz que outros critérios, como acesso à educação e expectativa de vida, também devem ser usados para medir o desenvolvimento de um país.
Uldurico Júnior reafirma sua posição contra a reforma da previdência
Franedir Gois/Opovonews Após ser questionado pela direção da APratef(Associação dos Policiais Militares e Praças de Teixeira de Freitas), sobre seu posicionamento sobre a reforma da previdência, o deputado federal Uldurico Júnior PV, resolveu tornar público seu posicionamento sobre a reforma. Num vídeo gravado e enviado a Apratef, o deputado deixa claro ser contra a reforma da previdência nos moldes que foi apresentada pelo governo federal. O deputado chega a classificar de absurda a proposta enviada pelo governo a Câmara Federal, “A proposta feita pelo governo é terrível, quero aqui deixar minha indignação, maior ainda, quando se trata da reforma que atinge os policiais, jamais vou votar para prejudicar o povo brasileiro”, concluiu Uldurico Júnior. O posicionamento de Uldurico júnior contra a reforma da previdência, vai de contra uma lista que circula nas redes sociais dando conta, que o deputado e seu partido o PV votariam a favor da reforma da reforma da previdência.
8 dados que as pessoas mais esquecem ao declarar o Imposto de Renda
Franedir Gois/Opovonews Informações omitidas sobre dependentes e rendimentos próprios levam o contribuinte à malha fina. Os contribuintes que esquecerem de colocar alguma informação obrigatória na declaração do Imposto de Renda 2017 podem cair facilmente na malha fina. Erros de digitação e dados incorretos podem reter a declaração na base de dados da Receita, assim como informações omitidas, seja de forma consciente ou por esquecimento. SAIBA TUDO SOBRE O IMPOSTO DE RENDA 2017 Este ano, os contribuintes têm até 28 de abril para entregar o documento à Receita. Se o contribuinte entregar depois do prazo ou se não declarar, caso seja obrigado, poderá ter de pagar multa de 1% ao mês ou fração de atraso, sobre o total do imposto devido, ainda que integralmente pago, ou uma multa mínima de R$ 165,74. Segundo o diretor da Fradema Consultores Tributários, Francisco Arrighi, pessoas que mudaram de emprego e não informam na declaração e contribuintes com dependentes estão entre os casos mais comuns de dados que ficam indevidamente de fora da declaração. Veja abaixo as informações mais esquecidas pelos contribuintes ao fazer a declaração do IR: Rendimentos próprios Geralmente o contribuinte se preocupa em lançar as despesas de determinado dependente e acaba esquecendo de relacionar seus próprios rendimentos. “Muitos prestam serviços para diversas pessoas jurídicas e se esquecem de solicitar os informes de rendimentos para incluí-los na declaração”, afirma Arrighi. Rendimentos de dependentes Quando o contribuinte coloca dependentes na declaração, é preciso lembrar de incluir todos os seus rendimentos no ano correspondente. Filhos que estão fazendo estágio ou iniciando a vida profissional, e já tenham rendimentos, se informados em sua declaração como dependentes, devem também ter seus rendimentos adicionados na declaração do pai ou mãe. Neste caso é recomendável fazer a simulação da declaração com e sem o dependente para saber se ainda vale a pena mente-lo como dependente. Mudança de emprego Segundo Arrighi, também é comum que a pessoa que mudou de emprego em 2015 esqueça de informar os rendimentos das duas empresas nas quais trabalhou, informando por descuido apenas os rendimentos do último emprego. Quem deixar de informar este rendimento pode facilmente cair no pente fino da Receita. Valores bancários O informe de rendimentos que os bancos enviam para todos seus correntistas mostra diversos valores que devem ser lançados em locais diferentes da declaração. Conta poupança e corrente, por exemplo, devem ser informadas separadamente. É comum que o declarante só transfira parte do conteúdo do informe, com menos informações do que deveria. Cada banco utiliza um modelo de informe diferente. Como não há padronização, o risco de o contribuinte esquecer algo é grande. Dívidas É muito comum esquecer de informar o saldo devedor de um imóvel ou veículo que ainda está sendo pago. Imóveis financiados pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH), ou um automóvel ou motocicleta dados como garantia (caso de hipoteca, consórcio, penhor ou alienação fiduciária) devem ser declarados com o valor já pago na ficha Bens e Direitos, e nunca em Dívidas e Ônus Reais, onde deve ser informado o saldo devedor – o que falta para pagar. Indenizações de ações De acordo com Arrighi, da Fradema Consultores Tributários, também é frequente esquecer de informar rendimentos recebidos acumuladamente de ações judiciais, geralmente de ações trabalhistas. Isso também pode levar o contribuinte à malha fina. Doações Quando se faz uma doação de bens ou dinheiro a pessoas físicas, mesmo que não haja imposto a pagar, é preciso declarar essa informação à Receita. As doações são isentas de IR, porém pagam um imposto estadual chamado ITCMD (Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação de Quaisquer Bens ou Direitos). É comum esquecer de lançar a doação, ou informá-la sem ter pago o ITCMD. Os Fiscos dos Estados recebem a informação das doações pela Receita Federal e cobram o imposto dos declarantes. Ganho de capital Quem vendeu um imóvel ou outro bem de valor por um preço maior do que comprou teve ganho de capital. É preciso pagar imposto sobre esse lucro e informar na declaração. Após a venda do bem, é comum as pessoas simplesmente retirarem o bem da declaração, sem preencher o anexo de ganho de capital. O imposto devido deve ser recolhido no último dia do mês seguinte ao da venda do bem. Os contribuintes que esquecerem de colocar alguma informação obrigatória na declaração do Imposto de Renda 2017 podem cair facilmente na malha fina. Erros de digitação e dados incorretos podem reter a declaração na base de dados da Receita, assim como informações omitidas, seja de forma consciente ou por esquecimento.
Corações mais saudáveis do mundo estão em povoado indígena da Bolívia, indica estudo
Franedir Gois/Opovonews Pesquisa revela que nenhum tsimane, povo que vive nas florestas no norte do país, tinha sinais de artérias entupidas – inclusive aqueles com idade avançada. Os corações mais saudáveis do mundo são dos tsimane (ou chimane), um povo indígena que vive nas florestas no norte da Bolívia, revela um novo estudo. Segundo a pesquisa, publicada na revista científica Lancet, praticamente nenhum tsimane tinha sinais de artérias entupidas ─ inclusive aqueles com idade avançada. “É uma população incrível” com dietas e estilos de vida radicalmente diferentes, dizem os pesquisadores. Os tsimane caçam a própria comida e comem o que plantam. Os responsáveis pelo estudo afirmam que, apesar de o restante do mundo não poder fazer o mesmo, há lições a serem aprendidas. Atualmente, a população dos tsimane está estimada em 16 mil. Eles caçam, pescam e cultivam alimentos ao longo do Rio raniqui, na floresta amazônica da Bolívia. O estilo de vida deles guarda semelhanças com o da civilização humana de milhares de anos atrás. O povoado isolado exigiu esforço dos cientistas, que tiveram de pegar vários voos e até uma canoa para chegar ao local. Como é a dieta tsimane – e no que ela difere da nossa? – 17% da dieta dos tsimane é uma combinação de carnes de porco selvagem, anta e capivara; – 7% é composta de peixes frescos, como piranha e bagre; – O restante vem da agricultura, como arroz, milho, mandioca e banana da terra; – Eles também consomem grandes quantidades de frutas silvestres e nozes. Ou seja… – 72% das calorias diárias dos tsimane vêm de carboidratos, comparado a 52% nos Estados Unidos; – 14% vêm de gorduras, comparado com 34% nos Estados Unidos (eles também consomem muito menos gordura saturada); – Tanto os tsimane quanto os americanos consomem o mesmo porcentual de proteínas (14%), mas o povo indígena come mais carne magra. Atividade física Os tsimane também são mais bem mais ativos – os homens dão 17 mil passos por dia, e as mulheres, 16 mil. Até os maiores de 60 anos têm um desempenho bem acima do recomendado: 15 mil. Especialistas aconselham que as pessoas deem pelo menos 10 mil passos diários para manter um estilo de vida saudável. Quão saudável é o coração dos tsimane? Para chegar às conclusões, os cientistas observaram o nível de cálcio nas artérias dos tsimane – que indica o sinal de entupimento dos vasos sanguíneos e o risco de parada cardíaca. Eles examinaram o coração de 705 integrantes do povoado indígena por meio de tomografia computadorizada – e também receberam a ajuda de um grupo de pesquisa com experiência na análise de corpos mumificados. Aos 45 anos, quase nenhum tsimane tinha CAC nas suas artérias, comparado a 25% dos americanos. E quando atingiram a idade de 75 anos, dois terços dos tsimane não apresentavam nenhuma formação de cálcio no coração, comparado a 80% dos americanos. Os pesquisadores vêm estudando o povo há muito tempo. Dessa forma, eliminaram a possibilidade de que os resultados do estudo pudessem ter sido afetados pela morte precoce de alguns dos integrantes da comunidade. Um dos pesquisadores, Michael Gurven, professor de antropologia da Universidade da Califórnia em Santa Bárbara, disse à BBC que o nível de cálcio no coração dos tsimane “é muito menor do que em qualquer outra população do mundo para a qual existem dados”. “As mulheres japonesas são as que chegam mais perto (dos tsimane), mas mesmo assim há um oceano de distância”, acrescentou. Os tsimane também fumam menos, mas contraem mais infecções, o que potencialmente aumenta o risco de problemas cardíacos por causa da inflamação no corpo. Os pesquisadores acreditam, contudo, que vermes intestinais – que atenuam as reações do sistema imunológico – podem ser mais comuns nos organismos dos integrantes do povo indígena, ajudando, assim, a proteger seus corações. O que tsimane podem nos ensinar? “Diria que precisamos de uma abordagem mais holística em relação ao exercício físico do que simplesmente praticá-los no fim de semana”, diz Gurven. Para Gregory Thomas, do centro médico Long Beach Memorial na Califórnia, que também participou do estudo, “para manter a nossa saúde em dia, devemos nos exercitar muito mais do que nos exercitamos”. “O mundo moderno está nos mantendo vivos, mas a urbanização e a especialização da força de trabalho podem ser novos fatores de risco (para o coração)”, acrescentou o especialista. “Os tsimane também vivem em pequenas comunidades, socializam bastante e mantêm uma perspectiva otimista para a vida”, completou. Reações Gavin Sandercock, professor de fisiologia clínica na Universidade de Essex, no Reino Unido, que não participou do estudo, elogiou as descobertas da pesquisa. “É uma excelente pesquisa com descobertas únicas”, afirmou. “Os tsiname obtêm 72% de sua energia dos carboidratos. E o fato de eles terem os melhores indicadores de saúde cardiovascular já registrados vai de encontro à suposição de que os carboidratos não são saudáveis.” Já o professor Naveed Sattar, da Universidade de Glasgow, disse se tratar de “um maravilhoso estudo da vida real que reafirma tudo o que entendemos sobre como prevenir doenças coronarianas”. “Em outras palavras, ter uma dieta saudável pobre em gorduras saturadas e repleta de produtos não processados, não fumar e ser ativo ao longo da vida está associado a um risco menor de entupimento de vasos sanguíneos”, conclui. As doenças cardiovasculares, como infarto e AVC, são a maior causa de mortes no Brasil – são mais de 700 paradas cardíacas por dia e 300 mil mortes por ano (um terço do total geral). A alta freqüência do problema posiciona o Brasil entre os dez países com maior índice de mortes por doenças cardiovasculares.
Câmara reúne Secretaria de Habitação e Banco do Brasil para deliberar situação dos mutuários do Santos Guimarães
A Câmara Municipal de Teixeira de Freitas na manhã desta segunda-feira (20/03), sob a presidência do vereador Agnaldo Teixeira Barbosa, o “Agnaldo da Saúde” (PR), promoveu uma reunião interna para receber os prepostos do Banco do Brasil, da Secretaria Municipal de Habitação e uma comissão feminina formada por mutuárias do Conjunto Habitacional Santos Guimarães, situado no alto do bairro Colina Verde, na zona norte da cidade. Sob o comparecimento da maioria dos vereadores teixeirenses, a reunião contou com a presença do secretário Municipal de Habitação, Agnaldo Ferreira dos Santos; do gerente de governo do Banco do Brasil, Péricles Barbosa, o gerente geral do Banco do Brasil, Milton César e uma comissão de futuras moradoras, sob a liderança da mutuária Elisane Rodrigues Batista. Todos os vereadores expuseram suas indignações com a demora na liberação das 1.000 casas populares que estão prontas desde outubro de 2016 e até hoje não foram entregues aos seus devidos moradores. O vereador Leonardo Feitoza da Silva, o “Leonardo do Sindicato” (PC do B), fez um desabafo dizendo que o prazo para o projeto ter ficado pronto era março de 2016 e um ano depois, a obra mesma pronta, o governo ainda não consegue entregá-la. O secretário Municipal de Habitação, Agnaldo Ferreira dos Santos disse que o município não tem poder de deliberação sobre a obra e toda decisão é do Ministério das Cidades e do Banco do Brasil, contudo, a atual gestão se empenhou ao máximo para que as escrituras ficassem prontas e as certidões de inteiro teor também já ficaram prontas, restando apenas os contratos que serão assinados junto ao Banco do Brasil. O gerente geral do Banco do Brasil, Milton César, explicou que a pressa de entregar as casas aos seus moradores é do Banco que financiou a obra. Contudo, se aguarda a chegada dos contratos oriundos do controle nacional do Banco do Brasil. Todavia, a central do Banco confecciona somente 150 contratos por dia, atendendo uma demanda de todo Brasil. Entretanto, quando os mil contratos chegarem às mãos do gerente, ele ainda precisa assinar os mil contratos, sendo que cada contrato possui 18 páginas com ciência de próprio punho em cada página e em três vias. O que significa 5.400 assinaturas do gerente geral nos contratos, para só depois liberar a obra para o Ministério das Cidades promover a devida cerimônia de entrega do Conjunto Habitacional. (Por Athylla Borborema).