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Mais uma mulher denuncia médico investigado por assédio a mãe e filha: ‘Apertava o órgão dele, olhando meus seios’

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Mais uma vítima de importunação sexual denunciou o dermatologista Carlos Soares, de 74 anos, que é investigado por assediar mãe e filha em uma clínica no bairro do Canela, em Salvador. O boletim de ocorrência deste nova denúncia foi registrado nesta sexta-feira (27).

A reportagem tentou posicionamento do médico, mas até a última atualização desta reportagem, não conseguiu contato.

De acordo com a mulher, que não quis ser identificada, o médico teria falado que o problema dela poderia ser resolvido se ela tivesse uma vida sexual ativa. Segundo ela, o dermatologista disse que ela praticava muito pouco e que deveria praticar mais.

“Enquanto ele falava essas coisas, apertava o órgão genital dele, olhando para os meus seios. Totalmente constrangedor”, relatou.

Além disso, a mulher disse que Carlos teria falado do peso dela e dito que a vítima deveria emagrecer.

“[Ele disse] que facilitaria para as pessoas que tivessem relação sexual comigo, porque meu peso alto dificultaria muito disso [o ato sexual] acontecer”, detalhou.

A mulher contou que o caso aconteceu em agosto de 2020, quando a vítima retornou à clínica para mostrar o resultado do exame que o dermatologista havia solicitado na primeira consulta, que havia ocorrido em março.

“Por conta da pandemia, eu demorei de voltar, a clínica também ficou fechada por um tempo, e eu voltei no final de agosto do ano passado, com o resultado, que foi quando tudo aconteceu”, falou.

Outro ponto citado pela vítima, é que o médico falava da vida sexual dele com a esposa. “Ele disse que a esposa tinha certeza que eles iam ter relações sexuais quando ele chegava em casa de cabelo e barba cortados”.

A vítima disse que pensou em procurar a polícia na época do ocorrido, no entanto, ficou com medo. Ela afirmou que chegou a procurar a clínica, para relatar o que houve, mas foi informada de que eles não poderiam fazer muita coisa, já que o suspeito era um dos donos.

“Me solicitaram que enviasse um e-mail relatando o que teria acontecido, mas como é que a gente passa por um trauma tão grande, para verbalizar já é difícil, parar para escrever se torna mais complicado”, disse.

 

“A gente vai no consultório buscando ajuda para um problema e sai com outros traumas. Já não basta os traumas da vida toda, que toda pessoa tem seus traumas e dificuldades”, completou.

Ela contou ainda que o que a encorajou de ir na delegacia cerca de um ano após o caso, foi ter visto que o dermatologista estava sendo denunciado por mãe e filha que passaram por situação parecida.

Conforme o advogado da mulher, Edson Hirsch, outras duas novas vítimas de Carlos também irão registrar um B.O. nesta sexta-feira.

“Já vão registrar o Boletim de Ocorrência hoje para que esses novos boletins sejam anexados ao que já existe, que já foi remetido ao Ministério Público, e serão anexados ao pedido de prisão preventiva, que a qualquer momento pode sair”, explicou.

A reportagem tentou contato com o médico, mas ele não atendeu às ligações.

Fonte: G1 BA

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