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12 de April de 2024

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Lucindia Verônica 101 anos a mais velha quilombola de Volta Miúda faleceu nessa quarta-feira

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A mais velha matriarca de Volta Miúda, Lucíndia Verônica, morreu na manhã de quarta-feira, 14 de dezembro, com 101 anos de idade. Nascida e criada em Volta Miúda, Lucíndia sempre teve orgulho de ser nativa e fazer parte da comunidade quilombola. Filha de escravos que vieram da África formou sua família na região perpetuando os valores de seus ancestrais, sobretudo infundindo respeito e gratidão, com seus conselhos e exemplo. Lucíndia nasceu em 26 de junho de 1921, sempre esteve presente nas celebrações e estava motivada para participar da festa que ocorrerá próximo dia 18 na comunidade.

Trazido como imigrante forçado e, mais do que isto, como escravo, o negro africano e os seus descendentes contribuíram com todos aqueles ingredientes que dinamizaram o trabalho durante quase quatro séculos de escravidão. Em todas as áreas da Bahia e do Brasil eles construíram a nossa economia em desenvolvimento, mas, por outro lado, foram sumariamente excluídos da divisão dessa riqueza.

No século XVIII, o qual, segundo o historiador Pandiá Calógeras, foi o de maior importação de africanos, a média teria chegado a 55.000, entrados anualmente. Essa massa populacional negro-africana, embora concentrando-se especialmente na região nordestina, principalmente na Bahia, se espraiará, em maior ou menor quantidade, por todo o território nacional. Dentre esses escravos estão contidos os que ficaram na região, incluindo Caravelas e Volta Miúda, no Extremo Sul da Bahia.

A questão da procedência dos africanos para o Brasil tornou-se bastante complexa, principalmente no tocante aos povos e etnias que forneceram os maiores contingentes de escravos.  A complexidade decorre da mentalidade colonialista dos portugueses que, não considerando o negro um ser humano, pouco importância davam a assinalar de maneira precisa, nos seus registros e documentos, as diversas culturas, línguas e grupos étnicos dos africanos capturados.  Ao contrário, estendiam a povos radicalmente distintos um mesmo nome, ou generalizações completamente sem fundamento.  Atualmente a antropologia tem revisto muito do que se escreveu sobre as origens culturais da massa escrava, no começo deste século, restando ainda muitos pontos a esclarecer.

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