Aos 30 anos de idade, mesmo não se reelegendo, o jovem deputado federal Uldurico Junior, do MDB, conseguiu fazer sua votação crescer e consolidar os Pinto como a maior força política do Extremo Sul da Bahia, saga que ultrapassa à casa dos 30 anos. Foram 69.087 votos obtidos por Uldurico Junior, contra concorrência fortíssima de candidatos subvencionados. Em 2018 ele foi eleito pela primeira vez para a Câmara Federal, obtendo 66.343 votos.
Domingo, 2 de outubro, de 2022, foi o dia do obituário de vários caciques políticos espalhados pelo Brasil a fora. No Rio de Janeiro, Daniela Maia, irmã de Rodrigo Maia e filha de César Maia, conseguiu apenas 21.913 votos para deputada federal.
Minas Gerais, com 37.009, o ex-governador Fernando Pimentel, tentou sem sucesso uma cadeira na Câmara do Deputados.
Em São Paulo, o ex-governador, ex-ministro e atual senador, José Serra, amargou uma acachapante votação de 88.926 votos. E, isso sem deixar de mencionar outro velho cacique do alto tucanato do PSDB: José Anibal, que obteve míseros 7.692 votos.
Mas o dia de obituário não parou por aí. Na “Baía-de-Todos os Santos”, teve vários caciques sendo enterrados pelas urnas, vamos a eles: Benito Gama, o deputado que presidiu a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que casou o mandato de Fernando Collor de Melo, obteve ridículos 5.261 votos. Na esteira da decepção ainda está José Carlos Araújo, com 26.386 votos; Severiano Alves, com 7.841 votos; e Gerson Gabrielli com uma “nano” votação de apenas 1.715 votos.
E, claro, para completar a lista de obituários, vamos falar dele: o ex-todo-poderoso Eduardo Cunha, que obteve apenas 5.044 votos. Dessa forma, é preciso reconhecer a força política e eleitoral da família Pinto, afinal, não é fácil se manter relevante por quatro décadas, com sete mandatos de deputado federal, um de deputado estadual e quase 20 mandatos de prefeito.