Esta data é uma homenagem aqueles que se dedicam às palavras escritas. Sejam nos textos científicos ou fictícios, os escritores precisam ter a grande habilidade de entreter os leitores.
Geralmente um escritor gosta de questionar mais, não dar respostas, e nem sempre conta uma história com início, meio e fim. Ele fala sobre temas universais, profundos, filosóficos e tem como objetivo desenvolver uma habilidade de mostrar para as pessoas uma perspectiva diferente, talvez mais plural e complexa.
Para isso, é necessário um vasto conhecimento de vocabulários, da gramática e ortografia, além de uma boa dose de criatividade e conhecimentos gerais do mundo.
A ideia de homenagear todos os escritores no dia 25 de julho surgiu a partir do I Festival do Escritor Brasileiro, organizado na década de 1960 pela União Brasileira de Escritores, sob a presidência de João Peregrino Júnior e Jorge Amado, um dos principais nomes da literatura nacional.
O escritor é uma espécie de artista da palavra. Trabalha-a em meio ao conjunto de toda sua experiência, a experiência que ele conhece e da qual se lembra e aquela que apesar de ter caído no esquecimento ou de nunca ter sido verbalizada o constitui no ser. A maioria das pessoas usa a linguagem como uma reverberação de seus estados físicos e emocionais; o escritor busca usá-la como reverberação de sua pessoa inteira – de suas memórias, de sua imaginação, de seus projetos em andamento ou já irrevogavelmente frustrados. Se a maioria das pessoas escreve com o corpo e, no máximo, com pedaços de sua alma, o escritor deve buscar escrever com a sua vida inteira. E isso não é pouco. E poucos são os que alcançam esse estado em que a pessoa inteira – em alguns casos um país inteiro, gerações inteiras, a humanidade inteira! – se derrama em prosa ou em poesia nas páginas de um livro.
Há um grande número de escritores amadores, entretanto, que não se profissionalizam. O que é uma outra forma de dizer: não tomam a decisão, que faz toda a diferença, de passar de tentativas mais ou menos bem-sucedidas de expressar suas impressões para uma atividade criativa dotada de alma, técnica e sentido. Todo profissional, em todas as áreas, teve de tomar essa decisão um dia: a decisão de deixar de ser amador – sem porém deixar de ser ‘amante’ do ofício.
O escritor, profissional ou amador, é um criador de vozes. Reverbera sentimentos habitualmente silenciados. Dá voz a quem não a tem. Dá contornos mais vivos a coisas, a lugares e a sentimentos. Por isso, nos ensina a ver. Ensina-nos também a falar.