Pelo menos sete casos de Monkeypox (Varíola dos macacos) foram confirmados na Bahia, neste sábado (27), dois deles no Extremo Sul (Teixeira de Freitas e Itabela). Com relação a Teixeira de Freitas, a informação foi confirmada por meio da Secretaria de Saúde e da Vigilância Epidemiológica.
Trata -se de uma pessoa que se encontra clinicamente bem e já permanecia em isolamento domiciliar, sendo monitorada por equipes de saúde. Foram adotadas as medidas de barreira e monitoramento de contatos.
Com estes novos casos, a Bahia totaliza 52 casos da doença, sendo 38 em Salvador; 2 em Lauro de Freitas; 2 em Santo Antônio de Jesus; 1 em Cairu; 1 em Conceição do Jacuípe; 1 em Feira de Santana; 1 em Ilhéus; 1 em Itabela; 1 em Juazeiro; 1 em Maracás; 1 em Mutuípe; 1 Teixeira de Freitas; e 1 em Xique-Xique. Além dos confirmados, a Bahia tem notificados 95 casos suspeitos que aguardam diagnóstico laboratorial.
Importante ressaltar que não existem vacinas e tratamentos específicos para a Monkeypox. Por isso, a prevenção e a identificação precoce são as ações mais recomendadas no momento. Confira aqui as medidas preventivas recomendadas pela Secretaria de Saúde.
A Monkeypox se assemelha à varíola humana, que foi erradicada em 1980. Os principais sintomas da doença são febre, dores de cabeça, musculares e nas costas, adenomegalia, calafrios e exaustão. A infecção é autolimitada com sintomas que duram de 2 a 4 semanas, geralmente dividida em dois períodos:
- Invasão, que dura entre 0 e 5 dias, com febre, cefaleia, mialgia, dor das costas e astenia intensa;
- Erupção cutânea começa entre 1 e 3 dias após o aparecimento da febre. A erupção tem características clínicas semelhantes com varicela ou sífilis, com diferença na evolução uniforme das lesões.