JBS mantinha conta na Suíça com R$ 300 milhões em propina do PT
A JBS depositou cerca de R$ 300 milhões em propina devida ao PT numa conta secreta controlada por Joesley Batista na Suíça, cuja empresa de fachada, titular oficial da conta, era sediada no Panamá. O saldo dessa conta de propina era gerado aos poucos, em razão de vantagens ilegais obtidas pela JBS junto ao BNDES, sempre na gestão do PT – especialmente nos anos em que Luciano Coutinho presidia o banco. Era uma conta-corrente de propina dividida, nas planilhas da JBS, entre os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. As informações foram encaminhadas por Joesley à Procuradoria-Geral da República. Segundo disse Joesley, o dinheiro era sacado, no Brasil, em nome de Lula e por ordem de Lula, às vezes por meio de Guido Mantega – e também em campanhas do PT em 2010 e 2014. Os recursos eram entregues em espécie, depositados em contas de laranjas indicados pelo partido e pelo ex-presidente e, também, transferidos oficialmente para contas oficiais de campanhas. Parte expressiva desse bolo foi usada para comprar o apoio de partidos pequenos na campanha de Dilma em 2014. Época
Estátua de Tancredo Neves em MG ganha placa: ‘Que vergonha dos meus netinhos!’
Em meio ao rebuliço causado pelo furacão de denúncias que vem abalando (ainda mais) o país esta semana, um protesto singelo virou notícia na cidade de São João del-Rei, em Minas Gerais, nesta quinta-feira. Uma estátua de Tancredo Neves, localizada em frente ao memorial que leva seu nome e preserva fotos e documentos relacionados a ele, amanheceu com uma placa em branca com os seguintes dizeres: “Que vergonha dos meus netinhos! Que vergonha”. A frase, claro, faz menção à prisão de Andrea Neves, irmã do senador Aécio Neves (PSDB/MG), pego em um grampo da PF cobrando R$ 2 milhões de propina ao empresário Joesley Batista, dono da JBS. Também foi preso nesta quinta Frederico Pacheco de Medeiros, primo de Andrea e Aécio, acusado de ser o receptor da propina cobrada pelo parlamentar mineiro. Em tempo: a criação do memorial teve coordenação e acompanhamento de perto feito por Andrea. Extra
Morto por mototaxistas respondia por tentativa de latrocínio contra PM
Viviane Moreira Thiago Evangelista da Silva, morto na noite de terça feira, (16), na Travessa Vista Alegre no bairro Tancredo Neves, em Teixeira de Freitas, por 02 mototaxistas, respondia na justiça por crime de tentativa de latrocínio contra um policial militar na cidade de Itabuna, crime ocorrido no dia 22 de junho de 2014. Segundo informações, Thiago Evangelista em companhia de mais dois compassas, a bordo de um veículo VW/Gol, abordaram o policial no bairro Mangabinha, e anunciaram o assalto. O compassa de Thiago, teria deflagrado disparos de arma de fogo contra a vítima que revidou e o mesmo acabou baleado. Na sequência, Thiago fugiu com a moto do policial, mas acabou sendo abordado e preso em uma região conhecida como na volta da cobra, ainda de posse com a motocicleta roubada na ação criminosa. O compassa de Thiago, identificado como sendo Jonathan de Jesus Silva, morreu horas depois dar entrada na unidade médica. Thiago era ainda suspeito de cometer diversos assaltos na cidade de Itabuna, e enquanto preso, vítimas do mesmo o reconheceram na delegacia. Thiago ainda quando menor, cumpriu medida sócio-educativa Links relacionados: Suspeito de assaltar mototaxista é linchado e executado em Teixeira de Freitas Homem atacado por mototaxistas é identificado em Teixeira de Freitas
Jovem é morto no Bairro João Mendonça
No fim da tarde desta quinta-feira (18), um homicídio foi registrado, na Rua Antônio Chicon Sobrinho, Bairro João Mendonça em Teixeira de Freitas. Identificado como Thomas Magno Ribeiro dos Santos, conhecido como “Alemão” e “Galego”, 26 anos, a vítima andava pela rua quando um homem se aproximou e começou a disparar, sendo ele alvejado e morto no local. Os Policiais Civis do Núcleo de Homicídio e Tráfico (NHT) esteve no local juntamente com o Departamento de Policia Técnica (DPT), fazendo o levantamento cadavérico e colendo algumas informações, a respeito do homicídio. O corpo foi removido ao IML de Teixeira de Freitas, para exame de necropsia. A investigação esta a cargo do Núcleo de Homicídio e Tráfico (NHT). Monique Evellin/Opovonews
Júri que absolveu pai suspeito de matar bebê na BA entendeu que morte foi mesmo provocada por acidente, diz advogado
O júri que absolveu o homem de 41 anos suspeito de matar o filho, um bebê de nove meses, e alegar que a criança morreu após cair de um carro em movimento, no sul da Bahia, entendeu que não houve assassinato. Conforme a defesa do suspeito, os jurados entenderam que o garoto realmente foi vítima de um acidente, que teria sido provocado por negligência dos pais. A informação foi confirmada ao G1 pelo advogado Gean Prates, que defende o Jorge Mendes Carneiro, e pela Justiça, na tarde desta quinta-feira (18). O julgamento ocorreu na quarta-feira (17), no fórum localizado em Prado, mesma cidade onde o crime aconteceu. O julgamento começou às 10h e só foi finalizado por volta das 20h, cerca de 10h depois. O suspeito foi absolvido por quatro votos a três. Ainda não se sabe se o Ministério Público da Bahia (PM-BA) irá recorrer da decisão. A mãe do bebê e mulher do suspeito, Erisangela Santos Silva, de 38 anos, que também chegou a ser investigada e presa por participação no suposto homicídio, participou do julgamento. Ela foi ouvida como testemunha de defesa. Parentes da mulher também estavam na audiência e usaram uma blusa onde se lia “acreditamos em você”, por acreditarem na inocência do pai da criança. Caso A situação ocorreu no dia 29 de outubro de 2016, mas os pais da vítima só registraram o ocorrido no dia seguinte. Para a polícia, o pai da criança contou que o bebê estava no banco de trás, na cadeirinha, mas sem o cinto de segurança. De acordo com ele, na trepidação da estrada, a criança foi derrubada da cadeira e conseguiu abrir a porta do carro, o que causou a queda. Ele contou ainda que socorreu o filho até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Prado, mas a criança não resistiu aos ferimentos. Júlio César Telles, delegado responsável por investigar o caso, considerou a versão contraditória com os fatos e suspeitou que a criança foi vítima de agressão. Durante as investigações, a polícia tomou conhecimento de que a criança já tinha sido agredida em agosto do mesmo ano, na cidade de São Félix do Coribe, no oeste da Bahia. A Justiça determinou o pedido de exumação do corpo da vítima, que passou por uma segunda perícia, para elucidar a investigação do caso. A partir dessa exumação, as agressões foram constatadas e o casal foi preso, em dezembro do ano passado. Em seguida, a mãe foi liberada, porque a Justiça entendeu que não havia elementos para incriminá-la e o pai continuou preso. G1
Reforma trabalhista é suspensa no Senado, informa relator
O senador Ricardo Ferraço, relator da reforma trabalhista nas comissões de Assuntos Sociais e de Assuntos Econômicos no Senado, comunicou que o projeto foi suspenso. Em nota, ele diz que “a crise institucional que estamos enfrentando é devastadora e precisamos priorizar a sua solução, para depois darmos desdobramento ao debate relacionado à reforma trabalhista”. “Portanto, na condição de relator do projeto, anuncio que o calendário de discussões anunciado está suspenso. Não há como desconhecer um tema complexo como o trazido pela crise institucional. Todo o resto agora é secundário”, anunciou. BNews
Advogado diz que Aécio falou em matar intermediário por brincadeira
O advogado José Eduardo Alckmin confirmou que o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) teve encontro e pediu R$ 2 milhões a Joesley Batista, um dos donos da JBS, mas negou que a transação tenha sido pagamento de suborno, de acordo com o jornal O Globo. Segundo o advogado, o senador pediu o dinheiro por empréstimo e mais tarde pagaria a dívida. Ele disse ainda que o senador recorreu ao empresário e não a um banco porque os dois são amigos e também porque os juros bancários estão altos. “Todos nós pedimos empréstimos, afinal de contas. Você sabe muito bem que nem sempre os juros são aceitáveis. Então a gente tem um amigo que pode ajudar, a gente pede ajuda”, disse ao jornal. Ainda de acordo com a publicação, ele também negou que Aécio tenha usado um intermediário para buscar o dinheiro porque queria camuflar a transação e, com isso, se manter longe da fiscalização. Alckmin argumenta que, como se tratava de um valor expressivo, o senador teve que recorrer a ajuda de terceiros. No caso, um dos ex-coordenadores da campanha dele à presidência da República Frederico Pacheco Medeiros, primo do senador. Ele disse ainda que, na conversa com Joesley, Aécio falou em matar o intermediário por brincadeira. “Foi um chiste”, minimizou. Alckmin fez as declarações depois de passar mais de quatro horas em reunião com Aécio. Ele chegou na casa do senador às 8h10 e só deixou o local por volta das 13 horas. O advogado disse que o senador não está “envergonhado” pela acusação de pedir propina de R$ 2 milhões. Aécio estaria irritado com as acusações surgidas contra ele, contra a irmã Andrea Neves e o primo. “Ele esta indignado”, disse Alckmin. BNews
‘Não tenho como não pensar que não mandaram matar meu pai’, desabafa filho de Teori
Francisco Zavascki, filho do ministro Teori morto em janeiro, publicou um desabafo em seu perfil no Facebook, na noite de quarta-feira, depois que foram divulgadas as delações do dono da JBS Joesley Batista. Em sua postagem, Francisco pediu o impeachment do presidente Michel Temer e escreveu que “não consegue pensar que não mandaram matar seu pai”. A publicação foi feita logo após a divulgação das delações e apagada em seguida, mas foi copiada por internautas. Francisco escreveu ainda que as investigações da lava-jato chegaram muito próximas aos líderes do PMDB e que seu pai sabia o quanto “cada um estava afundado em um mar de corrupção”. O filho do ministro levantou mais uma vez dúvidas sobre a morte de seu pai ao se perguntar do que os membros do partido seriam capazes. “Do que eles são capazes? Será que só pagar pelo silêncio alheio? Ou será que derrubar avião também está valendo? O pai sabia de tudo isso. (…) Não é por acaso que o pai estava tão aflito com o ano de 2017”, escreveu. Segundo as informações reveladas pelo colunista Lauro Jardim do jornal O GLOBO, o presidente Michel Temer foi gravado pelo dono da JBS Joesley Batista, dando aval para o pagamento de propina ao deputado cassado Eduardo Cunha em troca do silêncio dele. Diante de Joesley, Temer indicou o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) para resolver um assunto da J&F (holding que controla a JBS). Posteriormente, Rocha Loures foi filmado recebendo uma mala com R$ 500 mil enviados por Joesley. Temer também ouviu do empresário que estava dando a Eduardo Cunha e ao operador Lúcio Funaro uma mesada na prisão para ficarem calados. Diante da informação, Temer incentivou: “Tem que manter isso, viu?”. Aécio Neves foi gravado pedindo R$ 2 milhões a Joesley. O dinheiro foi entregue a um primo do presidente do PSDB, numa cena devidamente filmada pela Polícia Federal. A PF rastreou o caminho dos reais. Descobriu que eles foram depositados numa empresa do senador Zeze Perrella (PSDB-MG). Veja a postagem de Francisco Zavascki na íntegra: “O PMDB está no poder desde sempre e, como todos sabemos, estava com o PT aproveitando tudo de bom que o Governo pode dar… até que veio a Lava-Jato. A ordem sempre foi a de parar a Operação (isto está gravado nas palavras dos seus líderes). Todavia, ao que parece, até para isso o PT era incompetente e, ao que tenho notícia, de fato, o PT nunca tentou nada para barrar a Lava Jato (ao menos o pai sempre me disse que nunca tinham tentado nada com ele), o que sempre gerou fortes críticas de membros do PMDB. O problema é que as investigações começaram a ficar mais e mais perto e os líderes do PMDB viram como única saída, realmente, brecar a Operação a qualquer custo. Para isso, precisava do poder. Derrubaram a Dilma e assumiu o Temer. Do que eles são capazes? Será que só pagar pelo silêncio alheio? Ou será que derrubar avião também está valendo? O pai sabia de tudo isso. Sabia quanto cada um estava afundado nesse mar de corrupção. Não é por acaso que o pai estava tão aflito com o ano de 2017. Aflito ao ponto de considerar que havia consultado informalmente as Forças Armadas e que tinha obtido a resposta de que iriam sustentar o Supremo até o fim!Que gente sínica. Não tem coisa que me embrulha mais o estômago do que lembrar que, no dia do velório do meu pai, diante de tanta dor, ainda tive que cumprimentar os membros daquele que foi apelidado naquele mesmo dia de “cortejo dos delatados”. Impeachment já!Desculpem o desabafo, mas não tenho como não pensar que não mandaram matar o meu pai!” Extra
Temer diz em pronunciamento que não teme delação e que não renunciará
O presidente Michel Temer afirmou na tarde desta quinta-feira (18) no Palácio do Planalto que não teme delação e que não renunciará. Ele fez um pronunciamento motivado pela delação premiada dos empresários Joesley e Wesley Batista, donos da JBS. As delações já foram homologadas pelo Supremo Tribunal Federal. Nesta quinta, o ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no STF, autorizou a abertura de inquérito para investigar o presidente. “No Supremo, mostrarei que não tenho nenhum envolvimento com esses fatos. Não renunciarei. Repito: não renunciarei. Sei o que fiz e sei a correção dos meus atos. Exijo investigação plena e muito rápida para os esclarecimentos ao povo brasileiro. Essa situação de dubiedade e de dúvida não pode persistir por muito tempo”, declarou. Reportagem publicada no site do jornal “O Globo” nesta quarta (17) informou que Joesley entregou ao Ministério Público gravação de conversa na qual ele e Temer conversaram sobre a compra do silêncio do deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso na Operação Lava Jato. “Não temo nenhuma delação, nada tenho a esconder”, disse Temer. “Nunca autorizei que se utilizasse meu nome”, declarou o presidente. Ele afirmou que nunca autorizou que se pagasse a alguém para ficar calado. “Em nenhum momento autorizei que pagasse a quem quer que seja para ficar calado. Não comprei o silêncio de ninguém”, declarou. “Meu governo viveu nesta semana seu melhor e seu pior momento”, disse Temer, em referência a indicadores de inflação, emprego e desempenho da economia e à revelação da delação dos donos da JBS. “Todo o esforço para tirar o país da recessão pode se tornar inútil”, afirmou. Na noite desta quarta, após a veiculação da reportagem, a Presidência divulgou nota na qual confirmou que, em março Temer e Joesley Batista se encontraram, mas negou ter havido conversa sobre tentar evitar a delação de Cunha. No âmbito do STF, o ministro Luiz Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato, autorizou abertura de inquérito para investigar Temer, a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). Com a decisão de Fachin, Temer passou formalmente à condição de investigado na Operação Lava Jato. Ainda não há detalhes sobre a decisão, confirmada pela TV Globo. As revelações do jornal geraram reações imediatas no Congresso Nacional, a ponto de os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), encerrarem as sessões desta quarta nas quais estavam sendo discutidos projetos. Além disso, tanto parlamentares da oposição quanto da base aliada passaram a defender a saída de Temer por meio de reúncia ou impeachment. Pela Constituição, se o presidente renunciar ou sofrer impeachment, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, assume interinamente a Presidência e tem de convocar novas eleições. Aécio Neves Na mesma delação, também segundo o jornal “O Globo”, os donos da JBS revelaram pedido do senador Aécio Neves (PSDB-MG) de R$ 2 milhões à empresa para pagar as despesas com advogados que o defendem na Lava Jato. Aécio indicou um primo dele para receber o dinheiro, e a entrega foi filmada pela Polícia Federal. A PF também rastreou o caminho do dinheiro e descobriu que foi depositado em uma empresa do também senador Zeze Perrella (PMDB-MG). Nesta quinta, Aécio Neves foi afastado do mandato de senador, por determinação do Supremo Tribunal Federal. Além disso, a irmã dele, Andrea Neves, foi presa pela Polícia Federal por suspeita de envolvimento no episódio envolvendo a JBS. Um primo de Aécio, Frederico Pacheco de Medeiros, também foi preso. Embora a Procuradoria Geral da República tenha pedido a prisão de Aécio, o ministro Edson Fachin rejeitou o pedido e não levará o caso a plenário, que só avaliará o caso se o procurador-geral, Rodrigo Janot, decidir recorrer da decisão. G1
PF cumpre novo mandado de prisão preventiva contra Cunha dentro de penitenciária
A Polícia Federal (PF) cumpriu na manhã desta quinta-feira (18) um novo mandado de prisão preventiva contra o ex-presidente da Câmara de Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Ele foi notificado dentro no Complexo Médico-Penal (CMP), na Região Metropolitana de Curitiba, onde cumpre pena por condenação em processo da Operação Lava Jato. O mandado foi expedido pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), como parte da Operação Patmos, deflagrada a partir da colaboração premiada dos donos da JBS. De acordo com o jornal “O Globo”, Temer foi gravado dando aval para comprar o silêncio de Eduardo Cunha. Veja os principais pontos da operação mais abaixo. Cunha está preso desde outubro de 2016. Em março deste ano ele foi condenado a 15 anos e quatro meses de reclusão por corrupção. Segundo sentença do juiz Sérgio Moro, Eduardo Cunha recebeu cerca de US$ 1,5 milhão – de propina a partir de um contrato da Petrobras para a exploração de petróleo no Benin, na África. G1