IBGE inicia censo em territórios quilombolas

Pela primeira vez, um censo demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) vai contabilizar a população quilombola do Brasil. A iniciativa já vinha sendo trabalhada há algum tempo pelos pesquisadores. Ao todo, serão 5.972 localidades quilombolas, que começaram a ser visitadas pelos recenseadores às 9h de hoje (17), dia de mobilização do censo quilombola. “É o primeiro censo em que o IBGE poderá oferecer à sociedade estatísticas oficiais sobre quantos são os quilombolas, onde vivem e como vivem. É muito importante que a própria população quilombola esteja preparada e sabendo que o censo está trazendo essa possibilidade pela primeira vez”, disse a coordenadora do Censo de Povos e Comunidades Tradicionais, Marta Antunes. De acordo com a pesquisadora, com este dia de mobilização a intenção é sensibilizar as lideranças quilombolas para abrirem suas comunidades ao censo e receber os entrevistadores, compreender o que é e a importância do levantamento de dados para retratar a realidade dessa população. “Outro grande objetivo é mostrar para a população em geral essa grande novidade do Censo 2022 em termos de povos e comunidades tradicionais. Esse é o grande avanço neste censo, a inclusão de mais um grupo de povos e comunidades tradicionais, que é o grupo quilombola”. Os dados nos territórios quilombolas serão coletados a partir da pergunta: sua cor ou raça é branca, preta, amarela, parda, indígena? Independentemente da resposta,pré-registrada, aparecerá a próxima pergunta: você se considera quilombola? Se a resposta for sim, o questionário vai querer saber: qual o nome da sua comunidade? Já existe uma lista de comunidades pré-registradas no aplicativo usado pelo recenseador, mas é possível acrescentar nomes que não estejam citados. Cor ou raça Segundo a coordenadora, essa pergunta e a de cor ou raça são feitas separadamente. “Uma não interfere na outra, como está definido no Decreto 4.887, em que se fala em presunção de ancestralidade negra e não de que existe cor ou raça pré-definida para a população quilombola”. “O IBGE considera quilombola toda pessoa que se autoidentifica como quilombola. Então, no momento da entrevista, o recenseador vai perguntar: você se identifica como quilombola?, e o informante vai responder. No caso de pessoas que estiverem ausentes do domicílio, ele também vai responder se se considera, ou não, quilombola”, completou a coordenadora. Marta Antunes disse que para incluir um grupo populacional pela primeira vez é preciso saber o que perguntar e, no caso dos quilombolas, a definição das perguntas do questionário foi um desafio para o IBGE. “Tem que ser uma pergunta que funcione para todas as pessoas, para o idoso, para o mais jovem, aquele que está mais ativo nas discussões e aquele que é quilombola, mas não participa tanto do processo mobilizatório associativo e organizativo, tanto no próprio local quanto no estado ou no país. Outro grande desafio do IBGE foi saber qual a pergunta a ser feita para que essa população possa compreender o questionário”. Segurança Para garantir o princípio de respeito à declaração do informante sobre a sua identificação étnico-racial e à dos demais moradores do domicílio, o recenseador ou qualquer outra pessoa da equipe de coleta não pode questionar o informante, nem colocar em dúvida a sua declaração. Se houver desrespeito à declaração, o fato pode ser informado ao IBGE por meio do telefone 0800 721 8181, com os dados sobre nome e matrícula da pessoa responsável pela coleta, sempre disponível no colete dos agentes, nome e endereço da ocorrência. Todas as situações serão minuciosamente avaliadas e corrigidas internamente, quando for o caso. As declarações dos informantes não podem ser alteradas. “Mesmo que ele se considere quilombola e não saiba informar o nome da comunidade, a opção sim na pergunta se se considera quilombola deve ser mantida. Nesse caso, no campo destinado ao nome da comunidade, o recenseador deve anotar: não sabe”, informou. Mapeamento Fora das áreas pré-mapeadas, a pergunta você se considera quilombola? não vai abrir. Nesse caso, o recenseador deve fazer o registro como domicílio quilombola no cadastro de endereço. O gerente de Territórios Tradicionais e Áreas Protegidas do IBGE, Fernando Damasco, disse que embora o direito dos quilombolas esteja previsto na Constituição de 1988, o Estado brasileiro teve muitas dificuldades, nas últimas décadas, para organizar um cadastro nacional das comunidades e fazer o mapeamento dos seus territórios. Segundo Damasco, o desafio sempre presente na construção de uma proposta técnica e metodológica para a realização do censo dessa população foi, justamente, entender como ela está organizada do ponto de vista espacial. “Como ela se distribui no território brasileiro e, efetivamente, mostrar essa representação socioespacial não é algo trivial. Fizemos um longo processo de reunião e levantamento de dados, que envolveu inicialmente os registros administrativos disponíveis nos órgãos oficiais do Estado brasileiro, em diferentes esferas de gestão”, contou. Guias comunitários O censo nos territórios quilombolas vai contar ainda, quando o recenseador não for quilombola, com a presença de guias comunitários “para a condução segura do recenseador por todos os domicílios a serem visitados, indicando as melhores rotas de percurso, os melhores horários para a visita e os códigos de conduta a serem adotados” Marta Antunes lembrou que outra etapa importante na preparação do censo dessas comunidades foi o treinamento dos recenseadores. “Para que a população se sinta confortável em responder ao censo é importante que sinta que a sua identidade, sua forma de organização social é respeitada e, para isso, era importante preparar os entrevistadores para saber lidar com a diversidade, com a chegada a um território quilombola e com todo o trabalho de inciar a coleta de dados em território tradicional”, Protocolos de saúde Também na preparação do censo, as equipes de coleta receberam orientações básicas sobre o contexto da pandemia de covid-19. Imprensa Entre as localidades, o IBGE separou nove em Alagoas, na Bahia, no Distrito Federal, Maranhão, Pará, Rio de Janeiro, em Rondônia, no Rio Grande do Sul e Tocantins, onde o trabalho dos recenseadores poderá ser acompanhado pela imprensa. Para a definição desses lugares, houve um trabalho prévio com as lideranças quilombolas para saber se poderiam receber os jornalistas, e uma preparação inclusive sanitária, para proteger e evitar a contaminação de moradores. Ao longo do censo, sempre com uma organização prévia, outras áreas poderão ser selecionadas para o acompanhamento da imprensa. Edição: Graça Adjuto Fonte: Agência Brasil
Polícia Civil e Militar cumprem mandado e prendem acusado de matar mulher em Itamaraju

Itamaraju: A Polícia Civil de Itamaraju, com a participação da Polícia Militar (43ª CIPM), chegaram ao suposto autor de um homicídio, que teve como vítima a senhora Maria D’ajuda de Oliveira Santos, de 48 anos de idade, fato ocorrido no dia 13 de agosto, no Residencial Italage, na cidade de Itamaraju/BA. De acordo com as informações, Joel Correia de Oliveira, de 22 anos, morador do Bairro Liberdade, em Itamaraju, no ato de seu interrogatório, foi confrontado com os elementos de informação produzidos pela Polícia Civil, no ato da investigação criminal e confessou ser o autor do referido homicídio. O suposto autor esclareceu para os investigadores, e na presença da Autoridade Policial, o delegado Gilvan de Meireles Prates, com riqueza de detalhes de como ele ceifou a vida de Maria D’ajuda de Oliveira Santos. Munido das provas coletadas e com a confissão da autoria do crime, o delegado titular, Gilvan de Meireles, representou pela prisão preventiva do acusado. O mandado de prisão foi devidamente apreciado pelo Ministério Público, e o Juiz de Direito da Vara Criminal de Itamaraju decretou a prisão. O mandado de prisão foi cumprido, e o Joel segue custodiado na Delegacia de Polícia de Itamaraju. Posteriormente, ele será recambiado para o Conjunto Penal de Teixeira de Freitas (CPTF). “Esta prisão se trata de um belo trabalho de muitas mãos, compreendendo em ação rápida desempenhada pelas Polícias Civil e Militar, além do próprio Ministério Público e Judiciário que, entendendo a sensibilidade e a gravidade do crime, declinaram pela prisão preventiva do acusado”, explicou o delegado. Fonte; LN
Polícia Civil prende suspeito de estupro de vulnerável em Caravelas: Homem mantinha relacionamento com garota de 12 anos

Caravelas: A prisão aconteceu na tarde da última segunda-feira, 15 de agosto, por volta das 16h30, no Bairro São Judas Tadeu, na cidade de Caravelas. Segundo as informações, o delegado titular, Marco Antônio Neves, e sua equipe do serviço de investigações (SI), após terem informações que uma adolescente de 12 anos, estava sendo vítima de abusos sexuais, foram a campo investigar. De posse das informações, os investigadores, estiveram no local, comprovaram a veracidade do fato, encontrando a adolescente na companhia do suspeito, de 47 anos, momento em que a adolescente tentou impedir sua condução, abraçando-o e falando aos policiais, para não levar o seu amor. “Não leve meu amor”. Os investigadores solicitaram que os dois acompanhassem a equipe até a Delegacia Territorial de Caravelas, onde o acusado foi identificado como sendo Valdemir Sinfronio dos Santos, de 47 anos. Após busca pessoal, foi encontrado a quantia de R$264,00 (duzentos e sessenta e quatro reais). O homem foi conduzido e apresentado na unidade prisional. Ele confessou seu relacionamento há 03 (três) meses com a adolescente. Após oitiva, o delegado Marco Antônio Neves, flagranteou o Valdemir Sinfronio, pelo crime estupro de vulnerável (Artigo 217-A do CPB). Valdemir Sinfrônio segue preso na custódia da Delegacia de Caravelas, aguardando sua transferência para o Conjunto Penal de Teixeira de Freitas. Fonte: LN
Operação Força Total: “Buchecha” morre em troca de tiros com a CAEMA no Bairro Palmeiras em Caravelas

Caravelas: A Intervenção Policial aconteceu na manhã desta terça-feira, 16 de agosto, por volta das 11h40, na Rua Gustavo Costa, no Bairro Palmeiras, na cidade de Caravelas-BA, quando policiais militares da CIPE Mata Atlântica (CAEMA) durante a “Operação Força Total VI”, estavam em rondas ostensivas na cidade de Caravelas. Os militares receberam a denúncia de populares sobre um indivíduo conhecido por “Bochecha”, que estaria comercializando drogas e ostentando arma de fogo na região da feira livre. Os policiais militares realizaram o deslocamento para averiguação, e ao aproximar do local informado, foi visualizado um indivíduo, que tentou evadir-se com a aproximação dos militares. Foi feito um cerco e ao se aproximar do suspeito, este sacou uma arma de fogo e atirou contra os policiais. Houve o revide necessário para a preservação da integridade física da guarnição e o indivíduo adentrou em um beco residencial vindo a cair em seguida. Na sequência o suspeito foi desarmado e prestado imediato socorro ao Hospital Municipal de Caravelas (HMC), onde foi atestado óbito pelo médico plantonista. O acusado, Maciel Farias Rocha, 33 anos, vulgo “Buchecha”, estava em posse de um revólver Cal.32 e uma sacola contendo drogas. Vale salientar que o Maciel possui passagens na polícia por tráfico de drogas, porte ilegal de arma de fogo; 02 (dois) homicídios, e é criminoso considerado de alta periculosidade. Foram apreendidos na ação, 01 Revólver Cal.32 Marca INA, numeração Suprimida; 06 cartuchos de Cal.32, sendo 02 deflagrados, 02 picotados e 02 intactos e 01 Aparelho Celular Samsung Azul. Com o Maciel, os militares apreenderam ainda aproximadamente 100g de cocaína; 30g de maconha 20g de crack, 08 eppendorfs com cocaína, prontos para a comercialização, e aproximadamente e 200 eppendorfs vazios. Na sequência, os militares acionaram o IML e o corpo de Maciel Farias foi removido para o Instituto Médico Legal (IML) para exames de necropsia, e, posteriormente, será liberado aos familiares para sepultamento. Maciel Farias Rocha, vulgo “Buchecha”, era suspeito de ser o autor do homicídio de Miller Nascimento de Jesus, de 33 anos, morto a tiros no interior de sua residência, localizada no Bairro Nova Coreia, na cidade de Caravelas, e participação no homicídio de Renan Hortêncio Ribeiro, morto no dia 15 de julho de 2016, em via pública, também na cidade de Caravelas. Um Inquérito Policial Militar (IPM) será instaurado pelo Setor Correcional da Polícia Militar para apurar a ocorrência. Fonte: LN
CAEMA prende suspeito de roubo portando arma de fogo no Bairro Castelinho em Teixeira

Teixeira de Freitas: Matheus Henrique Souza Moraes, de 22 anos, vulgo “MT”, morador do Bairro Castelinho, foi preso na tarde desta terça-feira, 16 de agosto, por volta das 17h30, na Rua Gravolândia, no Bairro Castelinho. Com o suspeito, os militares encontraram um revólver calibre. 32 Smith Wesson, municiada com 06 (seis) cartuchos intactos, e com a numeração suprimida. A prisão ocorreu após os policiais militares da CIPE/Mata Atlântica (CAEMA) terem recebido uma informação anônima, que uma pessoa estava portando uma arma de fogo e praticando roubo de moto. Ao chegarem ao local, os policiais militares encontraram o suspeito, que foi conduzido e apresentando à Delegacia Territorial de Teixeira de Freitas. De acordo com as informações, o Matheus furtou uma motocicleta Honda Bros ES, de cor azul, na manhã da última sexta-feira (12), na cidade de Itamaraju-BA. O acusado disse aos policiais que ele matou a pessoa de Marcos Vinicius, no Bairro Castelinho. Após oitiva, o delegado plantonista, Ricardo Amaral, flagranteou o Matheus Henrique por posse irregular de arma de fogo, e lhe arbitrou uma fiança. Matheus segue preso na custódia da Polícia Civil de Teixeira de Freitas, à disposição da Justiça. Fonte: LN
“Tiro para todo lado”, povo pataxó denuncia cerco de pistoleiro na aldeia Barra Velha em Porto Seguro

Porto Seguro: Povos indígenas das comunidades Pataxó de Boca da Mata e Cassiana, território de Barra Velha, em Porto Seguro, denunciam um cerco de fazendeiros feito com pistoleiros fortemente armados. Há cerca de um mês, as famílias vêm sendo impedidas de transitar pelas fazendas, – único acesso para às cidades e vias próximas – para realizar compras ou trabalhar, afirma a líder pataxó em carta enviada à Articulação dos Povos Indígenas, a Apib. Ainda conforme o relato, as saídas estão sendo fortemente vigiadas sob uma suposta ordem de que se “metesse bala” em qualquer indígena que tentasse passar por lá. “Faz mês que não andamos mais livres pelo território e por onde saímos da aldeia, o único acesso são as fazendas”, escreveu Cleidiane Ponçada Santana, moradora da região há mais de 29 anos. A líder Pataxó pede socorro às autoridades diante a situação de cárcere. Segundo ela, uma intervenção do Estado é urgente antes que o conflito acabe em um massacre, como o acontecido em 1951, quando indígenas da mesma tiveram todas as casas incendiadas e foram torturados e mortos pela polícia acusados de crimes que não cometeram. Parte das áreas protegidas pela Terra Indígena de Barra Velha haviam sido retomadas pelos povos indígenas há dois meses, no dia 25 de junho. Na data, o local foi marcado por intenso conflito contra fazendeiros que, com o apoio da Polícia Militar, retiraram os indígenas da área sem uma ordem judicial. Com informações da Apib, Mídia Ninja e IstoÉ
De Dilma e Temer a Lula e Bolsonaro, nove momentos desconfortáveis da posse de Moraes no TSE

Cerimônia realizada na noite desta terça-feira foi marcada por encontros entre desafetos, situações incômodas e cenas constrangedoras Empossado como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em cerimônia na noite desta terça-feira, Alexandre de Moraes foi o protagonista de um evento repleto de encontros inusitados. A solenidade, que em outros anos teve ares de mera formalidade, ganhou contornos mais dramáticos com o acirramento da tensão entre o presidente Jair Bolsonaro, candidato à reeleição, e o ministro que assumiu a Corte, magistrado responsável, no Supremo Tribunal Federal (STF), por inquéritos sobre atos antidemocráticos e a disseminação de fakes news. Dias antes da cerimônia, interlocutores das duas partes intermediaram uma espécie de “armistício” entre Moraes e Bolsonaro, que aceitou o convite para estar presente na solenidade. Além dele, porém, também foram chamados, entre outras autoridades, ex-presidentes da República, como Luiz Inácio Lula da Silva, principal adversário de Bolsonaro nas eleições deste ano. Também ficaram próximos, separados por apenas duas cadeiras, a ex-presidente Dilma Rousseff, apeada do cargo por um impeachment em 2016, e o emedebista Michel Temer, vice da petista, que assumiu o posto em seguida. Jair Bolsonaro decidiu comparecer acompanhado da esposa, a primeira-dama Michelle Bolsonaro, e de um dos filhos, o vereador do Rio Carlos Bolsonaro. O parlamentar fluminense foi o responsável pela estratégia digital da vitoriosa campanha do pai em 2018, papel que está repetindo no pleito atual. Entre os principais alvos de Carlos nas redes, estão justamente o sistema eleitoral, o STF e o próprio Alexandre de Moraes. Durante a solenidade, a conta oficial de Bolsonaro postou ataques aos governos do PT que foram escritos por assessores próximos ao filho, que sentou a apenas uma cadeira de distância de Geraldo Alckmin, vice de Lula. Os dois chegaram a se cumprimentar rapidamente, mas não conversaram. Ainda antes da cerimônia de posse, Bolsonaro e Lula ficaram na mesma sala, onde aguardaram juntos o início da solenidade. Em cantos opostos, em meio a outras autoridades no mesmo ambiente abarrotado, os dois presidenciáveis não se cumprimentaram. Começado o evento, Bolsonaro sentou-se em local destacado, ao lado de outras autoridades em exercício de posto, como os presidentes da Câmara, Arthur Lira, e do Senado, Rodrigo Pacheco. A cadeira de Jair foi posicionada bem diante da primeira fileira, onde estavam, a poucos metros e a um olhar de distância, os ex-presidentes Dilma Rousseff, José Sarney, Lula e Michel Temer. Todos ficaram frente a frente durante o Hino Nacional. Há menos de um mês, enquanto o PT tentava conquistar o apoio do MDB ainda no primeiro turno da disputa presidencial, Dilma devolveu com contundência uma entrevista de Temer para o portal “UOL”, na qual ele afirmou que a ex-presidente era “honesta”, mas não possuía diálogo com o Congresso: “A História não perdoa a prática da traição. O senhor Michel Temer não engana mais ninguém”, disparou a petista em nota. Na noite desta terça-feira, os dois ficaram no mesmo ambiente pela primeira vez desde então, separados apenas pelas cadeiras de Sarney e Lula. A ex-presidente ligou para Moraes previamente e condicionou sua presença na cerimônia a não ficar sentada ao lado do desafeto. Temer e Lula, aliás, chegaram a trocar confidências ao pé do ouvido e posaram juntos para foto. Alvo constante de Lula na campanha, Paulo Guedes cruzou com o ex-presidente no evento — “ele nem sabe que tem pobre no Brasil”, disparou o petista há apenas quatro dias, referindo-se ao ministro da Economia durante uma transmissão ao vivo. Nesta terça-feira, o clima foi mais ameno: ainda que não tenham conversado, os dois trocaram um aperto de mão cortês. Um dos primeiros a discursar, o ministro Mauro Campbell Marques, corregedor-geral eleitoral, fez referência direta ao impeachment de Dilma, na primeira fila da posse, chamado de “momento extremo” da nossa democracia. Pouco depois, a menção, ainda que não tão explícita, foi endereçada ao presidente Jair Bolsonaro: Campbell defendeu o sistema eleitoral, constantemente atacado pelo presidente, e frisou a “gestão transparente, auditável e proba” de todo o pleito. Menos de um mês depois de um encontro convocado por Jair Bolsonaro dedicado exclusivamente a levantar dúvidas sobre as urnas eletrônicas, dezenas de embaixadores presentes à posse no TSE ouviram repetidas e enfáticas defesas do sistema eleitoral brasileiro, na presença do próprio presidente. Ao todo, 45 representações internacionais enviaram quadros à cerimônia. Alexandre de Moraes e Bolsonaro se cumprimentaram rapidamente ao início e ao fim da solenidade. Os dois chegaram até mesmo a trocar cochichos durante a fala de Mauro Campbell Marques, corregedor-geral eleitoral. Ainda assim, e mesmo que não tenha citado o presidente diretamente — e nem precisava —, o ministro não economizou nas críticas ao presidente ao discursar. O novo presidente do TSE lembrou que o Brasil é a única democracia do mundo que apura e divulga resultados de eleições no mesmo dia, o que é “motivo de orgulho nacional”. Ele também mirou a desinformação e criticou a “propagação de discurso de ódio”. Moraes avisou: “Liberdade de expressão não é liberdade de agressão ou de destruição da democracia”. As palavras são vistas como um recado claro para Bolsonaro. O discurso de Moraes foi aplaudido várias vezes, algumas delas de pé, sobretudo nas passagens com referências mais claras à defesa do sistema eleitoral e do Estado Democrático de Direito. No momento em que o ministrou frisou que a apuração ágil era motivo de “orgulho nacional”, por exemplo, os únicos que não bateram palmas ou se levantaram foram Jair Bolsonaro, o filho Carlos e alguns dos ministros presentes, como Ciro Nogueira, da Casa Civil, e Paulo Guedes. Em outros momentos, até a primeira-dama Michelle Bolsonaro reuniu-se à comitiva no boicote minoritário aos aplausos. Mas essas não foram as únicas palmas evitadas. Quando o próprio Bolsonaro chegou ao Salão, nenhum dos quatro ex-presidentes já presentes — Temer, Dilma, Lula e Sarney — diante dele aplaudiram a entrada. Neste caso, porém, os ministros bolsonaristas não economizaram nas loas.
17 de Agosto: Dia Nacional do Patrimônio Histórico

17 de Agosto, é celebrado o Dia Nacional do Patrimônio Histórico. A data tem como objetivo conscientizar a população sobre a preservação dos patrimônios nacionais, bem como o fortalecimento da identidade nacional, a garantia do direito à memória e a contribuição dos materiais para o desenvolvimento socioeconômico do país. A data foi escolhida em homenagem ao historiador e jornalista, Rodrigo Melo de Andrade (1898-1969), responsável pela criação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan, órgão responsável pela proteção e preservação dos bens culturais nacionais, edifícios, centros urbanos e sítios arqueológicos, assegurando a permanência e usufruto para as gerações presentes e futuras. O Iphan, como forma de honrar a memória do jornalista, que também foi o maior responsável pela consolidação jurídica do tema Patrimônio Cultural no Brasil, premia ações de proteção, divulgação e preservação do patrimônio cultural brasileiro, anualmente, com o Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade. Lei de preservação dos bens culturais Nos artigos 215 e 216, a Constituição (1998) reconhece a existência de bens culturais de natureza material e imaterial, e suas formas de preservação, como: o registro, o inventário e o tombamento. O artigo 216 também define o patrimônio cultural como formas de expressão, modos de criar, fazer e viver, englobando criações científicas, artísticas e tecnológicas. Por meio da Lei nº 378, no dia 13 de janeiro de 1937, o Iphan foi criado. Responsável por proteger e preservar os bens culturais do país, a entidade também responde pela conservação, salvaguarda e monitoramento dos bens culturais brasileiros inscritos na Lista do Patrimônio Mundial e na Lista do Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, conforme convenções da Unesco. Mayara Ferreira Assessoria de Comunicação Serviço Geológico do Brasil – CPRM.
Dia do Pão de queijo 17 de agosto

Ninguém sabe ao certo quando a iguaria surgiu. Histórias contam que a receita foi criada em Minas Gerais, em meados do século XVIII, desde a época da escravidão. A origem do encontro entre polvilho e queijo – dois dos principais ingredientes – é divergente. Alguns apostam que, nas fazendas, era rotineiro servir aos senhores (donos das terras) o pão com café. Entretanto, a má qualidade da farinha fez com que as cozinheiras a substituíssem pelo polvilho. Surgindo, assim, os primeiros pães de queijo, assados no fogão a lenha e preparados com os ingredientes produzidos nas próprias fazendas. Mas essa não é a única versão da história… Há relatos de que, como só no século XX o trigo passou a ser cultivado em larga escala no Brasil, o derivado da mandioca (no caso, o polvilho), herança indígena, foi a opção encontrada. Independentemente de onde tenha surgido, o que ninguém discorda é que a mistura de queijo, polvilho, leite, ovos, sal e manteiga, tornou-se um hábito de consumo irresistível. Além de dar origem a um produto inovador, versátil, saboroso e prático, que se destaca pela saudabilidade: é glúten free, não contém aditivo e é consumido assado. O sabor, a qualidade e a agilidade no preparo são outros destaques, que permitem ser consumido em diversas ocasiões e maneiras. Quente ou frio; a qualquer momento, no café da manhã, no lanche da tarde, em festas e em coquetéis e com vários acompanhamentos ou recheios, frios, patês, sopas, geleias, café, vinho, refrigerante, suco, cerveja e chá. Com origem em Minas Gerais, a iguaria ultrapassou as barreiras geográficas e ganhou o mundo. No Brasil, é encontrado em todos os cantos e, independentemente da naturalidade, já é consumido com frequência. Para quem mora fora do país, tem gostinho de saudade. Para os estrangeiros, que nunca haviam experimentado, surpreende. Por sua importância na gastronomia e cultura, o pão de queijo ganhou um dia comemorativo: 17 de agosto – Dia do Pão de Queijo. A Forno de Minas se orgulha de ter sido a primeira a comercializar pão de queijo congelado no mercado e participar do processo de torná-lo conhecido fora daqui. Então, sente-se guardiã do produto e deseja transformá-lo em global. Nesse sentido, cada fornada é um motivo a mais para continuar produzindo o genuíno pão de queijo, seguindo à risca a receita da Dona Dalva, fundadora da empresa. O sabor e o respeito pela receita original da iguaria sempre foram premissas. Além, claro, de estar alinhado à segurança alimentar. Por isso, seguindo orientações da Anvisa, há mais de 20 anos, a empresa mineira desenvolveu o próprio queijo em seu laticínio, com a formulação e paladar ideais para a receita e o controle de todo o processo de produção da principal matéria-prima – desde a origem do leite até o produto final.
Alexandre de Moraes assume TSE nesta terça-feira

Ministro que promete combater as milícias digitais deve ficar no posto por 2 anos O ministro da Justiça do Brasil Alexandre de Moraes assume a presidência do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) nesta terça-feira 16, no plenário da Corte em Brasília. No mandato que será de cerca de 2 anos, Moraes será responsável por conduzir as eleições de outubro. A cerimônia, que inicia às 19h, deve reunir Jair Bolsonaro (PL) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), os dois candidatos mais bem colocados na corrida eleitoral até aqui, em uma das eleições mais polarizadas dos últimos anos. Michel Temer (MDB) e Dilma Rousseff (PT) também estarão presentes na posse. O magistrado de 53 anos informou, em discursos recentes, que sua gestão írá combater as milícias digitais e propagadores de notícias falsas. Além da presidência do TSE, Moraes relata inquéritos no STF (Superior Tribunal Federal) que apuram justamente a atuação destas milícias e seus propagadores. Ricardo Lewandowski será o vice, mas ficará por menos tempo: o ministro se aposenta em maio de 2023, quando completa 75 anos.