Vinda de Portugal para o Brasil no século XVII, a literatura de cordel adquiriu traços da cultura nordestina
Em 1º de agosto comemora-se o Dia Nacional do Cordel, estilo literário muito presente no Nordeste que recebeu o título de Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro em 2018. A Literatura de Cordel é um gênero literário popular, escrito frequentemente de forma rimada, originada de relatos orais e depois impressos em folhetos.
Vinda de Portugal para o Brasil no século XVII, a literatura de cordel adquiriu traços da cultura nordestina e se transformou em expressão da região. Impressos de forma artesanal em folhetos, os cordéis eram popularmente vendidos em feiras dispostos em cordões – daí veio o nome desse gênero literário.
Essas pequenas impressões de poemas rimados que eram apresentadas penduradas em cordas – ou cordéis, como é chamado em Portugal – chegaram ao Nordeste brasileiro junto com os colonizadores portugueses, dando origem à literatura de cordel como conhecemos hoje, famosa em Pernambuco, Ceará, Paraíba, Bahia e Rio Grande do Norte.
Agosto é comemorado o Dia do Poeta de Cordel. A Literatura de Cordel é um tipo de poesia popular, originalmente oral, que depois era impressa em folhetos simples. Este gênero literário chegou ao Brasil com os portugueses e tem sua origem com as cantigas dos trovadores medievais, que usavam versos para relatar as notícias da época.
O nome “cordel” originou-se da forma como estes folhetos eram comercializados, pendurados em cordas ou barbantes. No Brasil é uma produção típica da região Nordeste e tradicionalmente vendida em feiras e mercados populares pelos próprios escritores. Uma das características particulares do Cordel são as ilustrações chamadas xilogravuras, que usam uma técnica que entalha a imagem em relevo na madeira e a reprodução é feita como um carimbo sobre o papel.
A poesia dos cordelistas é feita para ser declamada. Para ser considerada literatura de cordel, as obras devem obedecer certas regras de métrica, rimas e variações linguísticas. Os temas, no entanto, percorrem os mais variados assuntos – desde aventuras de heróis da cultura nordestina a piadas.