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Bebê morre vítima de maus tratos em Teixeira; pai da criança denuncia médico

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)O senhor Jonatas Silva Cardoso, de 30 anos, denunciou que seu filho morreu no processo de parto por negligência do médico, Dr. Feliciano Gil Quaresma. O fato aconteceu na Unidade Municipal Materno Infantil (UMMI) de Teixeira de Freitas.  Jonatas relata que na noite da última quinta-feira (09), sua esposa  (gestante) estava sentido muitas dores e ele foi com ela até à UMMI para que ela fosse atendida.

“Ao chegar na recepção, entreguei todos os documentos para o atendimento, e ela entrou no consultório. O médico, Dr. Feliciano Gil Quaresma, realizou o atendimento (o toque) e disse que ela não estava dilatando, e que o que ela estava sentindo era normal. Ele pediu a minha esposa que ela retornasse para casa, e só voltasse quando a bolsa estourasse. Minha esposa já estava com 40 (quarenta) semanas e 05 (cinco) dias, e agora na UMMI tem um protocolo de 41 (quarenta e uma) semanas para que seja realizado o parto. Voltei para casa com minha esposa, mas, ela continuava sentindo fortes dores. Já por volta das 23h30 da mesma noite, voltamos para a UMMI, eu, minha esposa e minha cunhada. Ao adentrar no hospital, minha esposa encontrou com o mesmo médico, e o médico perguntou: – Você aqui de novo? Ele fez outro procedimento e disse que era o normal o que ela estava sentindo, que ela não estava dilatando, e mandou que voltasse outra vez para casa”, explicou o pai.

Desesperada, a gestante acompanhada de sua irmã disseram que não voltariam para casa. O médico disse que não iria interna-la, e que não se responsabilizaria por ela ficar no hospital.

“Elas permaneceram no corredor a noite inteira, minha esposa sentindo muitas dores, e já por volta das 05h00, ao amanhecer, a bolsa estourou, minha esposa teve forte hemorragia, e aos gritos, pediram por socorro, momento que apareceu um técnico em enfermagem, que foi até o quarto e chamou o médico. Ele só passou um remédio. Nesse momento, com a bolsa estourada, e a placenta deslocada, a criança já sentia falta de oxigênio e nutrientes, foi quando Deus enviou a Drª Elizabete, que estava vindo de outra Cesárea”, acrescentou.

“A médica viu a minha esposa naquela situação e a atendeu. Se não fosse doutora Elisabete, hoje eu estaria sem a minha filha e sem a minha esposa. E foi a partir daí que ela ficou internada, para se submeter a uma cirurgia de urgência, para a retirada da minha filha. Porém, a essa altura, já foi uma cirurgia de risco. Minha filha teve falta de oxigênio, de nutriente, o que protegia o feto. Então, ela já nasceu debilitada, ficou na UTI Neonatal, mas, no mesmo dia, não conseguiu resistir. Um absurdo, um descaso com a vida das pessoas. Esse médico destruiu sonhos, destruiu planos. Destruiu nossa vida. Há bons profissionais na UMMI, mas, como esse médico deixou que o protocolo fosse mais importante que a vida?”, questionou o pai.

Informações extraoficiais dão conta de que o médico denunciado é reincidente a ponto de suas ações gerarem denuncias e apelos nas redes sociais.

A última denúncia registrada pelo Liberdade News foi em agosto de 2020, quando um pai acusou esse mesmo médico de negligência, que levou à morte da esposa e das duas filhas (gêmeas). Por conta de uma dessas denúncias, o médico chegou a ser afastado, tendo o seu contrato rescindido com a prefeitura em 2020. O médico foi afastado e a sua conduta será investigada.

*Com informações do LN

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