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Filho de PM desaparecido avalia que sumiço pode ter relação com acusação de grupo de extermínio

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Um dos filhos do policial militar da reserva, que desapareceu no bairro de Cassange, em Salvador, disse que sumiço do pai pode ter relação com um processo de participação em grupo de extermínio, que o sargento respondeu há cerca de um ano e meio.

Dorgivaldo Félix dos Santos, de 54 anos, foi levado por homens armados no sábado (2). Ele está afastado da corporação há quatro anos, desde que se aposentou.

“Algum tempo atrás, meu pai foi acusado de participar de grupo de extermínio, coisa de milícia. Aí meu pai não chegou a se entregar, ele colocou advogado, ficou distante. Eu ajudando ele com tudo e ele conseguiu provar que não tinha nada a ver com isso”.

“O Estado, infelizmente, sujou a imagem de meu pai. Botou meu pai como bandido. Tanto sim que até eu, quando sou parado em uma blitz e falo: ‘Meu pai é colega de vocês aí’, eles veem a gente como se fosse bandido. Meu pai conseguiu provar a inocência e foi arquivado o processo dele”

Na manhã desta segunda-feira (4), os familiares do sargento da reserva fizeram uma manifestação na na BR-324, na região próxima à Estrada de Campinas de Pirajá. O grupo cobrou um posicionamento do governo da Bahia, na busca pelo militar.

No momento em que sumiu, Dorgivaldo estava acompanhado de dois amigos e dois pedreiros, em frente ao estabelecimento comercial dele, que está em construção, na Estrada das Pedreiras. Outros quatro homens armados chegaram no local em um carro e renderam o grupo, conforme conta Jonatha Félix, filho do sargento.

“Meu pai estava sentado, os pedreiros trabalhando, aí os rapazes desceram falando: ‘perdeu, perdeu’ e fizeram todo mundo deitar no chão. Renderam todo mundo e perguntaram quem era o policial. Meu pai não chegou a se identificar. Depois perguntaram se meu pai estava armado, ele disse que não – isso meu pai deitado no chão. Aí eles começaram a algemar todo mundo”.

Um dos amigos de Dorgivaldo chegou a ser confundido com o PM, pelos suspeitos, quando já estava sendo colocado no veículo para ser levado.

“Trouxeram um amigo de meu pai, que parece com ele, em direção ao carro. Na hora que chegou perto do carro, com o amigo dele, algum deles disse que não era ele. Aí eles voltaram, tiraram a algema do amigo de meu pai e levaram meu pai”.

Fonte: G1-BA

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