Franedir Gois/OPovonews
A Paróquia São José Operário celebrou o tríduo em comemoração aos 100 anos da Legião no Brasil. Uma devoção que extraordinariamente oferece um serviço digno de fé, solidariedade e amor ao próximo. Uma legião de mulheres e homens que se dedicam em evangelizar e fazer missão levando a mensagem de Cristo a todas as pessoas.
A Legião de Maria está celebrando 100 anos nesse mês de setembro de 2021, desde sua fundação em Dublin.
Acima de tudo, será oportuna ação de graças a Deus e à Nossa Senhora pelas inúmeras graças derramadas sobre nós e sobre todos os espaços de missão por onde se estabeleceu ou passou a Legião. Na sua igreja tem um grupo de legionárias? Talvez não tenha percebido, pois o carisma dessas almas devotas é semelhante ao trabalho das formiguinhas que silenciosamente se fazem presentes na fidelidade às suas práticas devocionais que lhes dá o título de exército de Maria.
O movimento mariano que nasceu em 1921, na Irlanda, chegou ao Brasil em 1951 e, desde então, espalhou-se pelo país. Ao celebrar este centenário, legionários brasileiros se dizem privilegiados e querem deixar um “bom legado” para o futuro.
A Legião de Maria foi fundada em Dublin, por Frank Duff. Ao participar da Sociedade de São Vicente de Paulo, Duff se sensibilizou com as necessidades dos pobres e desfavorecidos e percebeu que essas pessoas precisavam de mais do que bens materiais, tinham necessidade de ajuda espiritual. Assim surgiu a Legião de Maria, uma associação católica que tem como objetivo “a glória de Deus pela santidade de seus membros, desenvolvida pela oração e pela cooperação ativa na obra de Maria e da Igreja”, diz em seu site. Trata-se, portanto, de uma associação de leigos que, sob a proteção e intercessão de Nossa Senhora e com aprovação da Igreja, destina-se à evangelização e à santificação dos homens por meio da oração e do trabalho apostólico ativo.
Em um discurso aos peregrinos da Legião de Maria no Vaticano, em 1982, o papa São João Paulo II disse que os legionários têm “uma espiritualidade eminentemente mariana, não só porque a legião se orgulha de levar como bandeira desfraldada o nome de Maria, mas sobretudo porque baseia o seu método de espiritualidade e de apostolado sobre o dinâmico princípio de união com Maria, sobre a verdade da participação íntima da Virgem Mãe no plano de salvação”.
Passados cem anos desde a sua fundação, a Legião de Maria “não perdeu sua função da Igreja”, embora atue hoje “em um contexto diferente”, disse padre Fábio Siqueira. “A Legião continua com uma vida de oração onde a devoção mariana é central e os legionários estão à disposição da Igreja para os trabalhos de evangelização necessários”.




