Um dos principais impulsionadores para a criação da profissão do Engenheiro Agrícola foi a demanda por produtos agrícolas e o avanço tecnológico. Em 1908, nos Estados Unidos, implementou-se o primeiro curso de Engenharia Agrícola do mundo. O intuito da criação dessa profissão estava voltado principalmente para a qualificação e formação de profissionais com conhecimentos direcionados para a mecanização agrícola, armazenagem de grãos e irrigação. Em síntese, objetivava-se a formação de profissionais com capacidade de aplicar os artifícios da engenharia para o avanço e crescimento da agricultura.
No Brasil, a Engenharia Agrícola é uma profissão que veio do desmembramento da Agronomia. Foi em 27 de outubro de 1972 que se criou o curso de Engenharia Agrícola em Pelotas, Rio Grande do Sul. O curso instituiu-se pela primeira vez na Universidade Federal de Pelotas, sendo as atividades iniciadas no ano de 1973.
Apesar da criação no ano de 1972, o curso foi reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC) somente em 2 de fevereiro de 1978, por meio do decreto N° 81.295/78. A data escolhida para celebrar o dia do Engenheiro Agrícola foi estabelecida em função do dia em que se criou o primeiro curso no país.
Atuação do Engenheiro Agrícola
As principais atribuições deste especialista são determinadas pela resolução Nº 256, de 27 de maio de 1978. Tal resolução é discriminada pelo Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CONFEA). O documento, que discorre sobre as principais atribuições, define as diversas funções que o profissional pode exercer. Dentre as principais atividades, visa-se o desenvolvimento e aplicação de conhecimentos técnicos, científicos e até mesmo empíricos na solução de problemas na produção agrícola.
O diplomado em Engenharia Agrícola recebe autonomia para exercer principalmente atividades relacionadas com o agronegócio. Além disso, pode trabalhar com consultorias, em toda e qualquer etapa de produção de empresas agrícolas, bem como em indústrias fornecedoras de produtos agropecuários.
O Engenheiro Agrícola pode também atuar na área acadêmica, ministração de cursos, bem como no desenvolvimento de pesquisas. Em outras palavras, o profissional está habilitado para atuar frente ao avanço dos conhecimentos científicos e tecnológicos que visem solucionar os desafios encontrados nas atividades agrícolas e agroindustriais.
O profissional da Engenharia Agrícola atua em diversos setores e tem como função promover a otimização das atividades na agricultura. Consequentemente, espera-se um aumento na produção e na qualidade dos produtos. Além disso, o profissional é capacitado para realizar vistorias, fiscalização e assessorias. Em suma, o Engenheiro Agrícola pode atuar em fazendas, empresas diversas, usinas, cooperativas e instituições de ensino e pesquisa.
Dentre as mais diversas funções que podem ser exercidas por este profissional, destaca-se, de forma resumida, as atividades relacionadas com o manejo dos recursos hídricos e do solo, construção rural, controle e automação, eletrificação rural, mecanização agrícola, planejamento agropecuário, qualidade rural, saneamento, tecnologia pós-colheita, extensão rural e difusão de tecnologia. A partir destas funções, pode-se inferir que o profissional possui relação direta também com os produtores rurais, direcionando para melhores estratégias a serem adotadas afim de se obter êxito na produção.
Como supracitado, o profissional da Engenharia Agrícola recebe em sua formação as diretrizes e capacitação para o desenvolvimento de técnicas que direcionem a uma melhor e mais alta produtividade. Contudo, o profissional também tem papel fundamental na execução de tais atividades de forma a promover a sustentabilidade. Em suma, este especialista trabalha para que a tecnologia se faça presente na produção de alimentos, suprindo as necessidades da sociedade atual, mas também garantindo que as gerações futuras não sejam prejudicadas.
A otimização dos processos para atender as demandas da população se faz cada dia mais necessária. Em um cenário em que muito se fala sobre aquecimento global, mudanças climáticas e eventos climáticos extremos, este especialista apresenta importante papel na busca por apresentar estratégias que promova o equilíbrio entre o desenvolvimento e a sustentabilidade.
No que diz respeito às questões ambientais, tem como função realizar a análise do impacto que as atividades agrícolas e extrativas podem provocar ao meio ambiente. Além disso, a partir da avaliação realizada, o profissional deve propor soluções para minimizar estes impactos. Assim, pode se inferir que o Engenheiro Agrícola também atua em prol da conservação e manutenção dos recursos naturais, uma vez que tem papel fundamental no planejamento e gestão dos recursos hídricos, por exemplo.