As Nações Unidas marcam neste 8 de junho o Dia Mundial dos Oceanos com foco na Inovação para um Oceano Sustentável.
Em mensagem, o secretário-geral disse que perante a atuação pelo fim da pandemia e melhor recuperação, existe uma oportunidade única e responsabilidade de corrigir a relação humana com o meio ambiente incluindo mares e oceanos.
António Guterres lembra a contribuição dos mares para alimentação, meios de subsistência, transporte e comércio. Ele realça ainda que sendo os oceanos os “pulmões” do planeta, e o seu maior meio de absorção de carbono, estes desempenham um papel vital na regulação do clima global.
O chefe das Nações Unidas apela a governos e a todos interessados que se comprometam com a conservação e a sustentabilidade dos oceanos através da inovação e da ciência.
“Portugal e o Quênia comprometeram-se a organizar, em Lisboa, a segunda Conferência das Nações Unidas sobre os Oceanos. Não foi possível realizar neste verão de 2020, mas o nosso compromisso mantém-se. Vamos realizá-la em Lisboa, logo que seja possível, porque a conferência foi adiada, mas os problemas que afetam os oceanos continuam. Seja a significação que destrói os corais, seja o aumento da temperatura das águas dos oceanos, a pesca ilegal, a sobre exploração, dos recursos pesqueiros ou a poluição por plásticos, por poluentes ou a que advém do próprio transporte marítimo. Nosso esforço para melhorar a saúde dos oceanos mantém-se, e mantém-se toda a urgência.”
Uma das metas da conferência é fazer com que a questão dos oceanos seja entendida pela sua importância em “conservar as reservas de peixes e descobrir novos produtos e medicamentos”.
A organização declarou o período entre 2021 e 2030 como a Década da ONU da Ciência dos Oceanos para o Desenvolvimento Sustentável. A meta é mobilizar cientistas, políticos, empresas e sociedade civil para a pesquisa e inovação.



